Saudações Cordiais! Deixo neste espaço um pouco do que vivi e aprendi para que você possa apreciar e participar comigo, com carinho e simplicidade.
Se existe um objetivo filosófico por trás deste Blog, certamente não é o de criar doutrinas, mas quem sabe, criar pessoas, seres humanos maduros, conscientes de si e capazes de buscar o conhecimento que liberta.
Bom proveito! KHEÓPS JUSTO.
Na grande maioria dos segmentos
espirituais existe o aporte de Amparadores para seres desencarnados e/ou
criaturas astrais, hiperfísicas, que necessitem de doutrinação ou ainda
orientação para uma condição densa ou obsessiva em que habitem, substituindo-a
por uma liberdade consciencial satisfatória.
Em muitos desses casos é
necessária a atuação de um encarnado sensitivo, médium ou especialista para
terceirizar energias próprias para o processo de ajuda àquele tipo de ser.
A justificativa comum que se
apresenta para essa dinâmica toda é a de que somente a espécie de energia densificada
na carne – corpo físico – se adequa para intermediar tal tipo de auxílio
vibracional, na medida exata em que essa força alcança a densidade do
auxiliado; por isso os Amparadores muitas vezes mestres - e mais de um – não dão
conta sozinhos do Resgate.
Avaliando tais considerações
aportamos em algumas análises abertas a novos acréscimos.
Ilações metafísicas.
1) Muitas forças estão envolvidas
nesse tipo de atuação, inclusive cósmicas ou siderais, portanto, o sensitivo
precisa dominar a passagem e/ou o uso dessas mesmas energias tidas imanentes,
ou superiores através de si para evitar o autodesgaste energético, ato esse que
contribui plenamente para a duração e qualidade do trabalho e longevidade salutar
do praticante.
2) Outro aspecto a ser
considerado, é o de que seria então, a necessidade dessa pessoa em particular
ser escolhida para essas atividades em questão, justamente pelo motivo de ter ela
vivido em outras existências cenários com esse desencarnado ou entes os quais possam
estar dependendo exclusivamente de tal sensitivo ou profissional, para auxiliar
a ELE próprio em seu particular processo de limpeza pretérita em um círculo
virtuoso de autoajuda.
Podemos interpretar tal gesto ou
condução como uma Misericórdia velada.
Aqui estamos partilhando com todos vocês, um pouco de nossa viagem junto à Serra do Roncador-MT, e mais que isso estamos divulgando a entrevista que Mauro Ferreira da Silva nos concedeu e oportunizando àqueles que nunca estiveram junto àquele espaço e àqueles que somente foram em busca dos passeios, uma visão diferente e dramática do que vem acontecendo naquele paraíso terrestre.
Não uma denúncia, mas sim um clamor à consciência das pessoas.
Queremos ainda partilhar um pouco da história captada através de seu face book (maurinho do roncador) para mostrar à todos a dura vida de um solitário Guardião.
Sabemos que em épocas de velocidade de textos o que se apresenta pode ser extenso, mas não queremos opcionalmente dividir o conteúdo do narrado aqui exatamente para não perder a força da sequência dividindo-o em várias postagens. Não temos interesse em nos promover com isso. Portanto, na íntegra:
"Nascido antes do tempo da Terra, aos 8 meses, em Barra do Garças, a 70km do Roncador, Mauro Ferreira da Silva (Maurinho), começaria sua maior trilha - a da vida - em 23 de setembro de 1964. Sua mãe, Isabel Ferreira da Silva, descendente da tribo indígena Gavião, e seu pai, Anailton Fernandes da Silva, tiveram 11 filhos, sendo Maurinho o sétimo. Dos filhos, dez eram do próprio casal e uma criança adotada. Ficou três anos no hospital onde nasceu, pois sua mãe ali trabalhava e não tinha como dar os cuidados de que ele necessitava em casa. Sua infância, na maior parte, foi no maciço da serra do Roncador.
Aos 16 anos, vivendo em Rondonópolis, fugiu de casa para, de novo, vir ao local de sua infância, saudoso do seu Roncador.
Seu caminho no mundo abrangeu várias geografias: Paraguai, Bolívia, onde dava aula de artesanato, Argentina, Goiás, São Paulo, Rondônia, Amazônia, até retornar ao Mato Grosso. Sabia que deveria ir a um lugar e pensou que seria a Amazônia, onde chegou a viver por alguns meses.
Voltando ao Roncador para se despedir dos parentes, encontrou a fazenda ao pé do bico do Roncador disponível para venda. Seu coração imediatamente despertou. "Esta terra não teria outro dono - seria sua e ele seria dela." Não tinha o valor todo para comprá-la e deixou com o proprietário tudo que tinha. Voltou ao norte do Mato Grosso e vendeu tudo para completar o valor. "Não se preocupar de onde vem, mas saber que vem"- este era o seu pensamento ao buscar os recursos. Em 19 de fevereiro de 1994, o proprietário aumentara o preço, mas o que ele pediu era exatamente o que Maurinho trazia no bolso.
Seis meses apos a compra da fazenda enfrentaria um novo desafio: uma penhora que o dono tinha sobre a mesma. “Calma, que tudo tem solução", pensava. Conheceu um advogado que defendeu seu direito à propriedade, embora tenha comentado: "Nunca vi banco devolver uma terra". Oito anos depois, o advogado lhe mostraria um cofre, dizendo que o abrisse e ali ele encontrou, surpreso e feliz, de volta a escritura da propriedade. O preço cobrado pelo advogado fora "passear pela região com sua família para desfrutar quando quisesse", não tendo havido nenhuma remuneração monetária. Como diz Maurinho, "tudo que eu tenho de mais valioso foi doado".
Quando comprou a terra, sua visão era constituir família e ali viver com algum negócio. No entanto, em seu coração, buscava ainda algo que não entendia o que era. Enquanto isso trabalhava na terra, com a alegria de subir e descer a serra, levando as pessoas para o "bico do Roncador".
Era 8 de agosto de 1994 e Maurinho intuiu que passaria por uma experiência da qual talvez não voltasse. Naquele dia, estava na estrada, quando uma roda de estepe de uma carreta se soltou e andou 23m vindo em sua direção, batendo forte em suas costas. Maurinho segurava um facão e, com a queda, cortou seu maxilar que se quebrou em 5 partes, quebrando ainda o braço, a bacia, atingindo a espinha dorsal. Com fraturas expostas no braço e perdendo muito sangue, ouviu o carreteiro dizer: "Este já morreu de hemorragia interna". Maurinho ouviu e imediatamente pensou: "Por isso que falam que quem morre de acidente, não se conforma. Eu quero meu corpo de volta". Era véspera de seu aniversário e, enquanto o levavam para o Pronto Socorro da Barra do Garças, pensava: "Só eu sei o que tem que ser feito no Roncador. Tenho que voltar." No Pronto Socorro, logo se deram conta de que não tinham recursos para tratá-lo e o levaram para Goiânia, onde os médicos constataram a gravidade do seu quadro, declarando que ficaria seis meses em uma cadeira de rodas, alimentando-se com um canudinho para restaurar seu maxilar. Somente depois de seis meses, apos avaliação medica, saberia se voltaria a andar.
Inconformado com este diagnóstico, Maurinho teve uma visão sobre o local onde pouco antes do acidente havia encontrado a nascente de um fio de água na rocha da serra, ao lado do qual corria uma resina. Na sua visão, apareciam duas formas humanas, uma mais nítida como a de um monge, e outra, mais difusa, que lhe passavam uma instrução: "Se você beber desta água, daqui 8 dias, você sai da cadeira de rodas e volta a andar."
Tinham se passado 23 dias do acidente quando isso ocorreu. Fortemente ancorado em sua serra e na instrução recebida, chamou o seu pai e, com dificuldade em articular as palavras, pediu que fosse à serra, e buscasse um pouco da água que descobrira e o 'óleo da resina que sai da montanha, dando as orientações necessárias para achar o local. Em 22 de agosto, seu pai voltou com a água leitosa que ele tomou e aplicou em seus ferimentos. Em 1º de setembro, a 23 dias de seu aniversário, decidiu que era hora de andar. Sentiu os pés, e com esforço, levantou-se e andou até o batente da porta, assustando a família. Desta forma, sem o tempo que os médicos disseram, sem engessar nem enfrentar a cadeira de rodas, Maurinho se erguia novamente para voltar ao seu Roncador.
O acidente seria o primeiro de vários problemas que o levaram a perder o carro e outros bens, só lhe restando o querido Roncador. Uma noite, enfrentando várias dificuldades, adormeceu confiando na Providencia Divina. Meia noite daquele dia chegou um amigo de Goiânia, trazendo suprimentos. Era a lei da materialização, que diz que onde existindo a necessidade, manifesta-se o que é necessário. Maurinho começou a observar que conseguia as coisas sem nem saber como. Pensava: "O que está por trás disso tudo? Basta pedir que o universo atende." Verificava também que a lei do receber estava ligada à lei do dar. Seria assim que superaria aquela fase, resolvendo questões de energia, água, instalações, e outros itens.
Cada conquista passou a ser um dos vários "causos" que, com o coração, vai contando aos que por ali pousam e se alimentam da energia da Serra do Roncador.
Hoje Maurinho recebe pessoas e grupos de várias origens e crenças com o coração aberto. Irmãos que o ajudam a dar forma às trilhas que descobrem as geografias diferenciadas do Roncador, do qual ele também é parte."