Saudações Cordiais! Deixo neste espaço um pouco do que vivi e aprendi para que você possa apreciar e participar comigo, com carinho e simplicidade.
Se existe um objetivo filosófico por trás deste Blog, certamente não é o de criar doutrinas, mas quem sabe, criar pessoas, seres humanos maduros, conscientes de si e capazes de buscar o conhecimento que liberta.
Bom proveito! KHEÓPS JUSTO.
Muitas vezes caminhando pela internete a gente acaba encontrando algumas joias raras em matéria de texto que nos estimula.
Ana Paula Ramos foi a autora deste material que vamos ajudar a divulgar aqui em nosso espaço.
Boa leitura e Não Desista!
"Quando você pensar em desistir,
olhe para o lado que realmente importa, o lado de dentro, e então se pergunte
qual é a sua razão maior, o seu porquê, o motivo que te fará mais forte e mais
capaz do que qualquer porém. Do que qualquer pesar. E vai.
Quando você pensar em desistir
por causa deles, olhe para eles, e se pergunte quando foi que você deixou de
ser importante para si mesmo, quando foi que a imagem refletida do outro lado
do espelho deixou de ser a sua, quando foi que opiniões, críticas e julgamentos
de quem nunca realmente parou para te olhar de verdade invadiram a sua vida e
domaram as suas escolhas dessa maneira. E então deixe ir o peso do outro. Foque
no que te fortalece. Mire no que te faz leve. E vai.
Quando você pensar em desistir
por causa das circunstâncias, se pergunte qual é o propósito de tudo, da onde
vem o aprendizado, o grande legado, o motivo que te fará agradecer mesmo quando
a tristeza vier. E então se concentre no lado bom de todas as coisas, na
sabedoria do universo, na certeza de que amanhã é sempre outro dia e que não há
sofrimento ou dificuldade que dure para sempre. E vai.
Quando você pensar em desistir
por causa de si mesmo, se pergunte quem é você e qual é a sua missão nesse
mundo. E então avalie se o desistir tem a ver com ser forte, sábio e consciente
(porque às vezes desistir exige mesmo uma coragem imensa) ou se é só uma
maneira covarde de fugir da batalha antes mesmo da luta. E se for por falta de
tentativa, e se for por medos e receios de não ser capaz, encontre dentro de si
mesmo a força que te move a levantar da cama todos os dias. E vai.
Quando você pensar em desistir
por causa do tempo, se pergunte o que realmente importa na vida: a direção ou a
velocidade. E então comece a olhar para todas as coisas com a curiosidade e a
aventura da criança e a sabedoria e a experiência do idoso. Do tempo passado,
pegue o que te faz melhor, inspire-se no que te faz sorrir, orgulhe-se das
cicatrizes, colecione histórias, mas siga em frente. Do presente nasce o
recomeço. E o tempo nos ensina que nunca é tarde demais. Agarre-se na
infinidade do agora, seja presente de corpo, alma e coração. Faça sempre o seu
melhor. Seja sempre o seu melhor. Não dê demasiada importância a um futuro que
você nem sabe se vai chegar. Vista o seu melhor sorriso, confie na força da sua
intuição. Arregace as mangas. Tire o sapato. Deixe o vento bater no rosto.
Deixe despentear.
E vai.
Quando você pensar em desistir,
quando o barco virar e o mar estiver revolto demais, quando a única alternativa
que restar de tudo isso for lutar ou morrer, agarre-se na sua fé, acredite no
seu milagre, pule nas águas. E nade.
Quando você pensar em desistir,
justamente porque não sabe nadar, olhe para o mundo com gana de herói, com
olhos de quem desafia o impossível e faz valer a pena cada segundo da vida.
E pula na água.
Pula na água.
Quando a gente não sabe o que
fazer, a gente aprende."
Em passagem de ano sempre uma mensagem de fé, esperança, saúde e abundância pululam as redes.
Não que iremos ser diferentes aqui e agora, pois cá estamos em uma rede e com um texto...
Mas talvez este texto, este informe saia do convencional, como uma espécie de alerta para tempos modernos.
A cada vez que uma planta em seu quintal floresce, os mais atentos observam com alegria a visita das pequenas criaturas aladas que surgem para coletar o pólen e fabricar o mel. As abelhas, metódicas que são, cumprem sua atribuição com esmero, recolhem e tarefa concluída não ficam a perder tempo, ou consumindo o que coletaram; possuem diretrizes e as seguem criteriosamente. Vão para casa! Precisam fabricar alimento para a colmeia e dali, dar suporte a toda uma estrutura previamente organizada que confiam no trabalho de cada um.
Infelizmente observamos que também, as mesmas flores abertas ao mundo, atraem outras espécies de criaturas com seu saboroso alimento e mavioso odor: as moscas!! De tamanhos e formas variadas, as moscas não se preocupam em realizar um trabalho organizado, elas pousam sobre as mesmas flores e ali comem e sujam! As moscas provém de lugares duvidosos e imundos e, ao competirem com as abelhas o mesmo espaço, o fazem de maneira desleal e cruel, sujando o pólen. As abelhas, com seus ferrões, poderiam iniciar um combate mortal para as moscas, entretanto, dotadas de velocidade espantosa, qualquer tentativa de uma abelha de ferroar uma mosca, resta ridícula. Então, suportam essa forma daninha e seguem como podem sua labuta.
Uma mosca não tem normas, regras, diretrizes a seguir. Uma abelha, ao completar sua coleta, vai para casa! Uma mosca, vai para a SUA casa. Não importa se você fechou as janelas ou apagou as luzes. A mosca entra. Ela não tem casa, é uma pária, ela se sente atraída por um teto onde não se molha, pelo cheiro, pela luminosidade, pelo calor de seu corpo, ela senta no seu braço, sua face, sua boca e de seus filhos e entes queridos; senta-se e se espalha pelos objetos da casa, pelas roupas e alimentos. E não pense que todas as vezes que isso ocorre ela acabou de vir de um flor, não, certamente não há flores todos os dias, mas sempre há um monte de fezes para ela se refestelar. E com essa carga "sublime", ela não tem escrúpulos e te aborrece até onde o limite do suportar.
Ocorre que isso também é um risco para ela mesma. Se você não for uma pessoa entorpecida pela raiva ou preguiça, vai exterminar essa "visitante" inoportuna com uma chicotada de um pano, um tapa certeiro, ou, o "bom" e velho spray de veneno. A mosca, por insistência compulsiva, se torna sua própria inimiga ao teimar veementemente no mesmo ambiente ou pousar insistentemente no mesmo lugar no exato instante em que foi espantada dali, para seu tormento.
Uma abelha, eventualmente ao entrar em sua casa, jamais fará isso! Ela quer ir embora, pois sabe que esse não é o seu ambiente e somente soltará seu ferrão se for acuada, espremida ou tratada com desleixo.
O que queremos dizer com isso tudo? Uma mosca ao entrar em seu universo doméstico, não irá embora jamais apenas e tão somente se você a xingar, soltar impropérios e se irritar com palavrões. Ela não liga! Ela não se importa, pois não se ofende com nada disso. E, perdoem a comparação inversa, mas também não adiantará em nada uma forte e boa oração, uma reza, e tampouco uma conjuração... A mosca vai ficar zumbeteando em sua sopa!
Estamos nos mundos internos constantemente sendo acossados, atacados, assediados, obsediados, implantados por todo tipo de escória e raças mal-intencionadas que se associam a entidades (encarnadas ou não) para sugarem nossa energia adquirida com tanto esforço e esmero, manipular nossas mentes, mudar nosso DNA ao seu bel-prazer e interesses. Temos percebido que se mantivermos uma conduta entorpecida, anestesiada, isso nos fará apenas vítimas de moscas que nos sujam, incomodam, aborrecem e trazem doenças a nós e nossos filhos e amados. Outra coisa que temos observado é que as "moscas" se atualizam. Sim, elas estão sempre atentas ao "veneno" da moda e se ajustam geneticamente para resistir e suportar o novo "lançamento" em lata colorida. E mais, pasmem, muitas dessas alternativas elas convertem em alimento!
Cortar e erradicar as flores de seu quintal, não é necessariamente a solução, pois como dissemos, um alimento qualquer em sua cozinha atrai moscas - e a ausência de flores excluirá as abelhas.
O alerta que fazemos para que este Novo Ano que surge é que prestemos atenção para as nossas práticas tidas como solução para todos os ataques nos planos energéticos, astrais e mentais. Todos os tipos de implantes que são alojados em nossos corpos, cuidar de nossa mente, pois nem tudo é ideia, sugestão, intuição! Zelar por nosso sono, nossa percepção sensorial. Os sonhos que temos. Atualizar nossos recursos contra tudo isso.
Não que queiramos diminuir ou menosprezar suas formas de defesa, mas cuidar para saber muito bem com quem anda se unindo para se "libertar" de tal ou qual entidade, ou ente que o perturba; cuidado com alianças, acordos, combinados... Você poderá estar se unindo a uma varejeira em troca de se livrar de um simples mosquitinho pólvora. Muitas pessoas insistem em técnicas obsoletas e ultrapassadas! E depois reclamam que não funcionam, gritam, esperneiam contra o divino, o sagrado, o amparo que "nada faz" em nossa defesa... Baixam a guarda e sua vibração por ignorância e teimosia no tradicional e conservador, exatamente por ser tradicional e conservador. Ou pior, trocam o certo pela moda, pela novidade de "terceirizar" a responsabilidade de zelar por si mesmo em troca de alguns reais a outra pessoa. Cuida de ti!
Essa corja não para no tempo. Usa e reajusta seus instrumentos e ataques a cada nova forma que nós também o fazemos... Não fique acreditando em coisas. Busque sua própria investigação, estude, investigue, experimente. Se não está funcionando, permita-se assombrar-se, mas siga mudando as técnicas sem choramingar.
Reúna-se com amigos, colegas, troque ideias, sugestões, práticas, ajuste e reajuste. Leia, atualize-se. Não há muita cordialidade nesse mundo vibracional sem normas e fronteiras. Muitas vezes o diálogo sobra e o que resta como solução efetiva é a boa e velha bordoada para arrepio de muitos cordatas. Não perca o bom-humor, mas seja firme e coerente com o que investiga e as informações que lhe chegam (seja da rede ou de seus mundos internos).
Que este Novo Ano possa nos trazer Consciência Livre! Sapiência para chegar ao Conhecimento adequado e sim, claro, Abundância, Prosperidade, Saúde para desfrutar disso tudo e, o genuíno e verdadeiro Amor! A Paz, vem por acréscimo.
Eu caminhava pelas montanhas do Arizona ao lado de Canção Estrelada, o xamã que tinha o dom de usar a música para perpetuar a sabedoria do seu povo, quando paramos em um pequeno platô com uma vista encantadora. Ele estendeu o seu manto colorido no chão, acendeu o inconfundível cachimbo com fornilho de pedra vermelha e me pediu para preparar uma fogueira. Depois ritmou com o seu tambor de duas faces uma sentida cantiga ancestral na qual pedia proteção para nunca abandonar ‘o lado ensolarado da estrada’. Ficamos um tempo que não sei precisar sem dizer palavra, como viajantes no mundo das ideias, até que o xamã rompeu o silêncio: “Há muitos elementos na natureza que considero sagrados pelo simbolismo que representam. O nascer do sol pela importância da luz em nossas vidas; o voo da águia por me ensinar a ver todas as coisas do alto; as estrelas para lembrar que existem outros mundos além deste; a mudança das estações pela lição da renovação dos ciclos; a borboleta para me lembrar que a lagarta pode ter asas; o rio para não me deixar esquecer que todas as águas um dia chegam ao mar. No entanto, nada me encanta tanto quanto a semente”. Deu uma baforada e prosseguiu: “Enfim, há lições por todos os lados. O sagrado está misturado ao mundano a espera de ser revelado”. Quando eu iria interromper para perguntar sobre a semente, a conversa mudou de curso. Ele falou: “Assim como a magia aguarda o momento do feiticeiro”.
Comentei que tinha certa dificuldade de entender o que era essa magia, tão celebrada por magos e xamãs. Revelei que na cultura na qual fui criado tal poder era tido, pela maioria, como lenda oriunda de antigas crenças ou histórias de ficção. Confessei, ainda, que, como todos, sempre desejei possuir tamanho poder. Canção Estrelada fechou os olhos, como fazia todas as vezes em que sabia que a conversa seria longa e explicou com a sua voz rouca: “Esse poder está ao alcance de qualquer um, somos todos filhos do Criador, sem qualquer distinção ou privilégio. O poder é de todos, basta aprender a usar”. Deu uma pausa e disse: “Magia é alteração de um estado de realidade. Preste atenção como há situações, pessoas e lugares que nos deixam nervosos, agressivos ou tristes; outras que nos trazem a sensação de calma, leveza e alegria. Não é assim”? Balancei a cabeça em concordância. Ele continuou: “Esse é um tipo muito usual de magia. A palavra, por exemplo, pode espalhar a discórdia ou semear a paz. Isto nos torna feiticeiros pelo poder de modificar o ambiente. Então, quando essa mudança nos ilumina e acolhe, se torna sagrada. Definir o sentimento que nos move influencia a palavra e determina a magia, sutil ou densa, acelerada ou lenta, que nos envolverá”. Deu uma pausa e concluiu: “Portanto, preste muita atenção todas as vezes em que abrir a boca: as suas palavras envolvem o poder da transformação e, por consequência, definem que tipo de feiticeiro você é”.
“No universo tudo é fusão e expansão”, falou. Ao perceber uma grande interrogação em minhas feições, Canção Estrelada se adiantou em explicar: “Tudo que acontece no universo se repete em nós. Como todos somos um, as leis que regem as estrelas também se aplicam a mim e a você”. Falei que não tinha entendido e ele explicou com paciência: “Por exemplo, as estrelas magnetizam as energias que as rondam, ganham força e, em agradecimento, retribuem em brilho de diversas potências. Por sua vez, das energias que nos envolvem, atraímos aquelas com que temos afinidade, metabolizamos e, em seguida, a depender do nível de consciência e capacidade amorosa, compartilhamos em luz ou sombras”.
Em sombras? Estranhei. O xamã foi categórico: “Cada qual oferece o que pode”. Interrompi para saber como eu seria capaz de determinar as energias que me imantam e refletir apenas luz. Canção Estrelada arqueou os lábios em sorriso sutil e disse: “Através das suas escolhas, apenas elas têm tamanho poder. Há estrelas que conseguem iluminar e manter a vida de toda uma galáxia. Outras são buracos negros que sugam tudo à sua volta”.
O xamã deu uma baforada no cachimbo e disse: “Você não pode esquecer que a luz, em resumo, é a coesão de muitas virtudes que não existem isoladamente. Por exemplo, a sabedoria precisa do amor para que fique a serviço do bem; o amor necessita da sabedoria para se espraiar, em toda a sua amplitude, com inteligência e justiça. A coragem se faz indispensável na superação da inércia e dificuldades no intuito de que o amor-sabedoria não seja apenas contemplativo. Por fim, o bem precisa ser experimentado até restar fundido à alma. Ao iluminar a si mesmo você cumpre a função de trazer a luz ao mundo no reflexo das suas escolhas”. Olhou no fundo dos meus olhos e disse: “Os melhores feiticeiros são aqueles que se concentram na magia de transformar a si próprio”. Comentei que me parecia egoísmo. Canção Estrelada sacudiu a cabeça e disse: “Não, ao contrário, eles sabem que apenas assim, com o aprimoramento do próprio jeito de ser, conseguirão iluminar os passos de toda a gente. Estes verdadeiros magos, aos poucos, em gestos humildes, alteram toda a realidade à sua volta em ondas que se propagam até os confins do universo”.
“Todo feiticeiro entende a importância do cerimonial mágico, que na verdade é todo e qualquer ritual de transformação do ser. Muitos se perdem na fantasia das cerimônias secretas em noites de lua cheia, ao redor de grandes fogueiras na invocação de espíritos poderosos. Sim, estes rituais existem e têm o seu valor. No entanto, igualmente poderosos são os pequenos e quase imperceptíveis cerimoniais do cotidiano em que, não raro, desperdiçamos a oportunidade para semear a melhor magia: um abraço apertado na hora da agonia, um sorriso sincero para apagar a incerteza, uma gentileza fácil na hora difícil, uma delicadeza em momento conflituoso, uma palavra de esperança diante da dor, o perdão verdadeiro, o pacificar de uma briga, uma escolha por amor. Enfim, tudo aquilo que seja capaz de manter em si a chama forte da luz e, se possível, alterar o ânimo de outra pessoa. Isto servirá de alavanca para que ambos possam expandir a mente e fortalecer o coração. Então, ocorre a transformação pessoal. Não se engane, isso é magia pura”. Deu uma pausa e concluiu: “São alguns exemplos simples que apenas os melhores feiticeiros aproveitam para modificar a realidade”.
O silêncio tornou a imperar. Fiquei um tempo que não sei dizer pensando na simplicidade do poder e da magia, ao alcance de qualquer um, enquanto muitos, na busca pelo entendimento alquímico da vida, aquele que transforma o chumbo da sombra no ouro da luz, se perdem por não descortinarem as névoas da ilusão. Foi quando lembrei que Canção Estrelada tinha dito, no início daquela conversa, que para ele nada era mais emblemático do que a semente. Questionado, o xamã apanhou no chão uma pequena semente de um enorme carvalho, que, impávido ao nosso lado, parecia abençoar a lição. O xamã explicou: “Repare o minúsculo tamanho dessa semente se comparado à grandeza da árvore e veja como os formatos se modificam durante o processo de transformação. Imagine a semente de uma maçã e lembre das formas, cores e sabor da fruta; faça o mesmo com o perfume e a beleza das flores. Consegue entender o poder da luz em você”? Apontou o secular carvalho com o tronco que parecia uma pilastra, depois mostrou a frágil semente e disse: “A árvore mais alta, a fruta mais doce ou a mais bela flor nada mais são do que uma minúscula semente que se permitiu as devidas transformações. Assim é com luz que nos habita. Como filhos do Criador, trazemos a Sua semente no âmago. Em essência, somos luz”.
“Uma semente de luz nunca se perde. Ela pode demorar milênios para germinar, mas o seu verdadeiro destino será, inexoravelmente, o da árvore que arrefece o calor dos dias, da flor que enfeita e perfuma a vida, da fruta que alimenta a humanidade”.
Canção Estrelada pitou o cachimbo e observou a fumaça dançar diante dos nossos olhos. Arqueou os lábios em leve sorriso e finalizou: “A luz que se manifesta em você através das infinitas transformações define o tamanho das suas asas, a altura do seu voo e a distância da sua viagem. É a única bagagem que poderá levar em sua sacola sagrada, o coração”.
“Permitir que a semente de luz cumpra todo o ciclo de árvore, flor, fruto e, de novo, semente é a magia mais importante que cabe a todo e qualquer feiticeiro”.
Aqui estamos partilhando com todos vocês, um pouco de nossa viagem junto à Serra do Roncador-MT, e mais que isso estamos divulgando a entrevista que Mauro Ferreira da Silva nos concedeu e oportunizando àqueles que nunca estiveram junto àquele espaço e àqueles que somente foram em busca dos passeios, uma visão diferente e dramática do que vem acontecendo naquele paraíso terrestre.
Não uma denúncia, mas sim um clamor à consciência das pessoas.
Queremos ainda partilhar um pouco da história captada através de seu face book (maurinho do roncador) para mostrar à todos a dura vida de um solitário Guardião.
Sabemos que em épocas de velocidade de textos o que se apresenta pode ser extenso, mas não queremos opcionalmente dividir o conteúdo do narrado aqui exatamente para não perder a força da sequência dividindo-o em várias postagens. Não temos interesse em nos promover com isso. Portanto, na íntegra:
"Nascido antes do tempo da Terra, aos 8 meses, em Barra do Garças, a 70km do Roncador, Mauro Ferreira da Silva (Maurinho), começaria sua maior trilha - a da vida - em 23 de setembro de 1964. Sua mãe, Isabel Ferreira da Silva, descendente da tribo indígena Gavião, e seu pai, Anailton Fernandes da Silva, tiveram 11 filhos, sendo Maurinho o sétimo. Dos filhos, dez eram do próprio casal e uma criança adotada. Ficou três anos no hospital onde nasceu, pois sua mãe ali trabalhava e não tinha como dar os cuidados de que ele necessitava em casa. Sua infância, na maior parte, foi no maciço da serra do Roncador.
Aos 16 anos, vivendo em Rondonópolis, fugiu de casa para, de novo, vir ao local de sua infância, saudoso do seu Roncador.
Seu caminho no mundo abrangeu várias geografias: Paraguai, Bolívia, onde dava aula de artesanato, Argentina, Goiás, São Paulo, Rondônia, Amazônia, até retornar ao Mato Grosso. Sabia que deveria ir a um lugar e pensou que seria a Amazônia, onde chegou a viver por alguns meses.
Voltando ao Roncador para se despedir dos parentes, encontrou a fazenda ao pé do bico do Roncador disponível para venda. Seu coração imediatamente despertou. "Esta terra não teria outro dono - seria sua e ele seria dela." Não tinha o valor todo para comprá-la e deixou com o proprietário tudo que tinha. Voltou ao norte do Mato Grosso e vendeu tudo para completar o valor. "Não se preocupar de onde vem, mas saber que vem"- este era o seu pensamento ao buscar os recursos. Em 19 de fevereiro de 1994, o proprietário aumentara o preço, mas o que ele pediu era exatamente o que Maurinho trazia no bolso.
Seis meses apos a compra da fazenda enfrentaria um novo desafio: uma penhora que o dono tinha sobre a mesma. “Calma, que tudo tem solução", pensava. Conheceu um advogado que defendeu seu direito à propriedade, embora tenha comentado: "Nunca vi banco devolver uma terra". Oito anos depois, o advogado lhe mostraria um cofre, dizendo que o abrisse e ali ele encontrou, surpreso e feliz, de volta a escritura da propriedade. O preço cobrado pelo advogado fora "passear pela região com sua família para desfrutar quando quisesse", não tendo havido nenhuma remuneração monetária. Como diz Maurinho, "tudo que eu tenho de mais valioso foi doado".
Quando comprou a terra, sua visão era constituir família e ali viver com algum negócio. No entanto, em seu coração, buscava ainda algo que não entendia o que era. Enquanto isso trabalhava na terra, com a alegria de subir e descer a serra, levando as pessoas para o "bico do Roncador".
Era 8 de agosto de 1994 e Maurinho intuiu que passaria por uma experiência da qual talvez não voltasse. Naquele dia, estava na estrada, quando uma roda de estepe de uma carreta se soltou e andou 23m vindo em sua direção, batendo forte em suas costas. Maurinho segurava um facão e, com a queda, cortou seu maxilar que se quebrou em 5 partes, quebrando ainda o braço, a bacia, atingindo a espinha dorsal. Com fraturas expostas no braço e perdendo muito sangue, ouviu o carreteiro dizer: "Este já morreu de hemorragia interna". Maurinho ouviu e imediatamente pensou: "Por isso que falam que quem morre de acidente, não se conforma. Eu quero meu corpo de volta". Era véspera de seu aniversário e, enquanto o levavam para o Pronto Socorro da Barra do Garças, pensava: "Só eu sei o que tem que ser feito no Roncador. Tenho que voltar." No Pronto Socorro, logo se deram conta de que não tinham recursos para tratá-lo e o levaram para Goiânia, onde os médicos constataram a gravidade do seu quadro, declarando que ficaria seis meses em uma cadeira de rodas, alimentando-se com um canudinho para restaurar seu maxilar. Somente depois de seis meses, apos avaliação medica, saberia se voltaria a andar.
Inconformado com este diagnóstico, Maurinho teve uma visão sobre o local onde pouco antes do acidente havia encontrado a nascente de um fio de água na rocha da serra, ao lado do qual corria uma resina. Na sua visão, apareciam duas formas humanas, uma mais nítida como a de um monge, e outra, mais difusa, que lhe passavam uma instrução: "Se você beber desta água, daqui 8 dias, você sai da cadeira de rodas e volta a andar."
Tinham se passado 23 dias do acidente quando isso ocorreu. Fortemente ancorado em sua serra e na instrução recebida, chamou o seu pai e, com dificuldade em articular as palavras, pediu que fosse à serra, e buscasse um pouco da água que descobrira e o 'óleo da resina que sai da montanha, dando as orientações necessárias para achar o local. Em 22 de agosto, seu pai voltou com a água leitosa que ele tomou e aplicou em seus ferimentos. Em 1º de setembro, a 23 dias de seu aniversário, decidiu que era hora de andar. Sentiu os pés, e com esforço, levantou-se e andou até o batente da porta, assustando a família. Desta forma, sem o tempo que os médicos disseram, sem engessar nem enfrentar a cadeira de rodas, Maurinho se erguia novamente para voltar ao seu Roncador.
O acidente seria o primeiro de vários problemas que o levaram a perder o carro e outros bens, só lhe restando o querido Roncador. Uma noite, enfrentando várias dificuldades, adormeceu confiando na Providencia Divina. Meia noite daquele dia chegou um amigo de Goiânia, trazendo suprimentos. Era a lei da materialização, que diz que onde existindo a necessidade, manifesta-se o que é necessário. Maurinho começou a observar que conseguia as coisas sem nem saber como. Pensava: "O que está por trás disso tudo? Basta pedir que o universo atende." Verificava também que a lei do receber estava ligada à lei do dar. Seria assim que superaria aquela fase, resolvendo questões de energia, água, instalações, e outros itens.
Cada conquista passou a ser um dos vários "causos" que, com o coração, vai contando aos que por ali pousam e se alimentam da energia da Serra do Roncador.
Hoje Maurinho recebe pessoas e grupos de várias origens e crenças com o coração aberto. Irmãos que o ajudam a dar forma às trilhas que descobrem as geografias diferenciadas do Roncador, do qual ele também é parte."
Muitas atividades gostosas e profundamente importantes estão sendo realizadas.
Cada uma com um perfil, estilo e objetivo... Mas todas alcançando o cerne e o íntimo das pessoas, tocando de maneira sutil, intensa e muito libertadora.
Usamos nosso espaço novamente para colaborar com a turma dos Florais que estão proporcionando um Curso básico com as essências da Amazônia, com gente especialista e com tarimba na área.
Segue o convite para os interessados.
Pedimos àqueles que são solidários a essas atividades que também auxiliem a propagar esse convite.
Um fraterno abraço a todos e que possamos seguir em frente com mais e mais atividades do gênero.
Confidenciamos que quando concluímos uma atividade terapêutica, a alegria que nos invade é tão grande quanto à de uma pessoa que quando nos busca consegue ajustar as peças de seu intrincado quebra-cabeça.
Uma chave que apresentamos para aqueles que se acham dentro de um dédalo mental que solapa a liberdade e o avanço aprisionando a pessoa aos grilhões dos conceitos petrificantes é indagar-se: “Mas quem foi que disse isso?” E, ao investigar sincera e honestamente, não encontrará outra resposta que esta: Um mero ser humano!
A possibilidade de viver livre dos grilhões invisíveis do “sistema” nos oprime pelo simples fato de temermos nosso potencial para sermos independentes.
Vontade! Conhecimento! Entrega!
Gente, bacana.
Com esta postagem encerramos uma série de informações construídas para abordarmos de uma forma mais amena e livre de preconceitos supersticiosos o trabalho doREPSICON® como uma Terapia voltada ao ser humano como um todo.
O Resgate - maneira mais simpática e simples de chamar o trabalho - é o restabelecimento de uma condição perdida, de um equilíbrio que se tumultuou, de uma ordem rompida.
O Resgate é uma regressão consciente que busca enfim o autorresgate: a descoberta de quem cada um de nós é efetivamente.
A reconstrução do indivíduo na acepção plena de sua palavra, dentro de um elevado padrão de Consciência.
Mas vai além disso, busca um conjunto de conhecimentos, fatos, um cuidado consigo, com o semelhante, com a água que nos cerca, os animais, a natureza de forma plena e ampla... a Terra, nosso lar... Até mesmo por bom-senso deveríamos pensar nisso, pois não temos fisicamente para onde irmos se nossa "casa" estragar... Todo ano procuramos dar uma reforma ou um jeito de realizar uma manutenção em nossa casa... Mas a Terra, parece ter sido relegada a um patamar de objeto inanimado e sem vida. Estamos conseguindo fazer isso. E quando acontecer... torçamos para que já saibamos sair conscientes em astral.
Para evitarmos isso (ou nos prevenirmos do pior) procuramos resgatar a memória de quem fomos, somos e seremos.
Existem outras formas? Claro que sim... Mas qual está usando?
Pois é... Já estamos em fevereiro, se deixarmos ficamos de férias o ano todo. Todavia, as inquietudes iriam continuar e tal como elas é bom que sigamos em frente em nossa divulgação do REPSICON, do Resgate Psicoenergético Consciencial. O Blog passou para uma repaginação... Uma tentativa de sair da mesmice, dar uma variada na visão. Nada que assuste. Mas pode ocorrer de algumas pessoas sentirem-se desconfortáveis ou encontrarem dificuldades. Para isso oportunizamos sugestões.
Com o trabalho do Resgate, querendo ofertar um pedaço da gente, visões de uma Consciência Livre que oportuniza a todos a mesma proposta.
Sejamos bem-vindos em mais um ano, considerando todas as previsões contrárias e os prognósticos duros, e ainda as kabalas e numerologias pertinentes a este novo ano.
Resta saber como irei querer seguir este período da Terra ao redor do Sol... Com dor e sofrimento (para mim e fazendo o mesmo para os outros) ou simplesmente sendo feliz e fazer felicidades.
Com isso seguiremos o nosso sincero trabalho com este Blog enquanto ainda nos resta algum material a ser divulgado.
Quando iniciamos despretensiosamente nossas atividades do Consciência Livre oficialmente em meados de 2006, junto à antiga plataforma que hospedava este Blog, (http://kheops.blog.terra.com.br/)surpreendemo-nos com a gradativa aceitação e visitas junto ao mesmo, o que, estimulou seu crescimento e a amplitude das atividades inerentes ao projeto Consciência Livre, proporcionando solidez e rumo ao foco objetivado, divulgar com liberdade de consciência.
Tamanho foram as consultas, questionamentos, buscas e participações, que em pouco tempo já tínhamos cursos, entrevistas, material literário abertos ao público em geral, oportunizando graciosamente a todos o livre acesso e pesquisas.
Logo a antiga hospedagem atingiu a marca de mais de 50.000 visitações o que culminou na explosão do espaço ora permitido naquele ambiente, fazendo com que hoje o Consciência Livre esteja neste novo local.
Com o tempo parcerias foram sendo somadas o que propiciou uma gama maior de amplitude de divulgação e troca de informes pertinentes à proposta primordial de conhecimento.
Hoje, comemoramos a visitação Nº 20.000! E isso pode ser considerado um prêmio para todos nós, buscadores do insólito e inóspito invisível não-palpável, mas que nos nutre e oportuniza um bem-estar espiritual.
Um sucesso tênue e que não tem bolo para comemorar, mas que podemos internamente soltar rojões de alegria, eis que nos permite aferir que aqui - e ainda lá - somos consultados como placas de indicação que sugerem rumos livres de serem experimentados com alegria.
Parabéns a todos nós, congratulações à você, que permite que essa trajetória possa seguir ainda com fôlego por mais um tempinho.
“Para que desperdiçar tempo aprendendo quando a ignorância é instantânea?”
Bill Watterson
O REPSICON® não é propriamente um avanço do Resgate já amplamente divulgado em suas diversas variantes conhecidas, também não pode ser considerada uma evolução, mas sim um estágio diferente o qual busca se adequar a pessoas e tempo contemporâneos ou ainda que possuam uma inquietação distinta, uma alternativa além da natureza, ou, metafisicamente falando, a consideração do ser humano de forma holística, plena, inteira, cuja desconsideração seria inviável para o próprio Resgate em si ou qualquer outra forma de terapia.
Sua linguagem é específica, compreensível e atrelada à práticas/atividades voltadas para um efetivo e salutar autoavanço na senda interna e externa, com reflexos concretos e lógicos na existência terrena onde os experimentos do cotidiano – finanças, saúde, relações – furtam temporariamente o foco, distraindo o praticante da percepção da concretude da multidimensionalidade existencial e suas diversas faixas de contato e atuação com o ser humano encarnado ou não; ser humano este que quer ser forte, mas que coabita com toda uma miríade de necessidades e fragilidades, eis que se encontra fracionado pela polaridade programada que rechaça sua contrapartida “negativamente” chamada de maligna.
A Intuição é um meio de saber, de reconhecer as possibilidades em qualquer ocasião, nem sempre as ideias brilhantes resultam de um pensamento lógico – embora seja importante; todos nascemos com essa capacidade, mas está atrofiada na maioria, mas qualquer pessoa comum pode adquiri-la através de treinamento intensivo.
Ao enfrentarmos experiências e conseguirmos superá-las, o ser humano desenvolve a habilidade de ver as coisas como elas realmente são. Ter noção disso já é o início do treino.
Analise, investigue, experimente, descubra por si só o que serve para este momento. O que não lhe serve descarte.
É evidente que nem todas as dúvidas aqui se encontram. Portanto, é de bom alvitre que o praticante registre suas dúvidas de forma coerente e clara, então investigue a resposta nos mundos internos fazendo uso das ferramentas que lhe estão à disposição: Intuição, orientadores, livros, até mesmo a internete. Não se esqueça: a resposta precisa passar pelo filtro do coração! Assim estará tranquilo com a resposta que alcançar. Treine esse “músculo” maravilhoso como um atleta da consciência.
Baruch Spinoza já no século XVII, dizia que a Intuição é um “meio superior de conhecer a verdade suprema, sem uso do conhecimento prévio ou da razão”. Ralph Waldo Emerson, no século XIX, defendia que: “A sabedoria básica é a intuição. Todas as coisas encontram sua origem comum nessa força profunda, o último fato inacessível à análise. [...] Jazemos nos braços de uma imensa inteligência. Somos receptores de sua verdade e órgãos de sua atividade”. Assim saímos do “eu” superficial, para o “eu” profundo.
25) É POSSÍVEL INVOCAR UM SER DE
LUZ PARA INTERCEDER EM
CASOS ESPECIAIS? COMO?
R: Sim, tais seres são
considerados especialistas em determinada área, para invocá-los basta saber
quem irá atuar no caso em tela e simplesmente chamá-lo.
26) É POSSÍVEL ENSINAR A OUTRO
TAIS TRABALHOS? COMO?
R: Sim, é possível. A forma mais singela de se ensinar
e fazer o que se aprende com essas pesquisas é passar a teoria e a prática para
que as pessoas possam assimilar com o intelecto e realizar as práticas com o
coração. Sempre voluntário e com liberdade consciencial.
17) O RESGATE FUNCIONA À
DISTÂNCIA E SEM O INTERESSADO TOMAR CONHECIMENTO?
R: Perfeitamente. Sempre mantendo
o respeito de consultar o Ser Interno da pessoa o qual autorizará (ou não) tal
procedimento.
18) ESTE TRABALHO PODE OU DEVE
SER FEITO EM GRUPO?
R: É importante frisar que o trabalho em grupo revela
particularidades individuais e íntimas as quais podem vir à tona e que serão do
conhecimento do grupo. Portanto, a ética, além de ser imperiosa é
imprescindível. Este é um trabalho hermético dentro do grupo, não cabendo
comentários externos sobre os fatos vivenciados numa reunião. Outro fator
importante é que o grupo auxilia no estabelecimento das frequências de
trabalho, sendo ainda bom saber que cada integrante do grupo que irá atuar seja
de dois, três, quatro ou mais pessoas, terá uma função específica na atividade.
Exemplo: Mediador, Expressão, Apoio e afins.
Já o
começamos! Descobrimos que existe uma estrutura densa que possuí galhos,
segmentos que nos atravancam o avanço interno (e externo também) e nos incomoda.
Esse o fator: incômodo. Se não perceber o incômodo não tenho interesse algum em
investigar nada, excetuando a curiosidade.
Descobrimos
também quem é que nos incomoda. Um elemento de energia densa chamado medo.
Agora
necessário estudá-lo com naturalidade e calma. Descobrir o interesse do medo em
nosso universo. Convidamos o praticante a se questionar ouvindo seu Ser Interno:
Qual seria o interesse efetivo do medo em nossas vidas?... Alimentar-se! De quê?
Energia.
Consideremos:
tal como a dor, o sono, a fome, são estruturas interessadas na fonte que o ser
humano gera: energia, o medo também tem seu interesse específico e particular:
alimentar-se da energia gerada pelas glândulas de nosso corpo quando acossado
por flagelos físicos, mentais ou espirituais. O medo é um corpo vivo em nós,
tem fome, quer e precisa comer e dará seu jeito através das pessoas que estão
inconscientes.
Por tal,
verificar-se-á no bojo deste trabalho, material que poderá conduzir a
interpretações religiosas, esotéricas ou místicas, mas que foram exaustivamente
justificadas junto ao Livro SER, o
qual precede este seguimento.
Em assim
sendo, entendemos que o Resgate vem trazer a alegria de um trabalho sem dor e
sem sofrimento atrelado a uma Lei maior: A MISERICÓRDIA. Não apenas para os
outros, mas especialmente para si próprio. E não defendemos isso
egoisticamente, mas com a alegria de quem a descobriu.
Ao realizar o Resgate o ser humano passa a cuidar
melhor de si; ao cuidar de si estará bem, em estando bem sua aura
eletromagnética, seu campo energético passa a vibrar numa oitava distinta a
cada registro purificado, e assim, por reflexo, os que estão ao seu redor
passam a viver bem também. Isso caridade, isso amor pelo próximo.
O Resgate é
uma nova visão para o novo século, a partir do momento em que abandona as
batalhas internas, as guerras com espadas, conjurações místicas, combates
eternos dentro de nossa matriz com criaturas concebidas para serem nossos
treinadores rumo ao nosso próprio avanço. Perceberemos uma nova conotação que a
dicotomia maniqueísta nos exige entre bem e mal, entre trevas e luz.
Nossos
estudos e pesquisas, consoante já destacado em materiais anteriores, faz uso da
proposta da união da ciência com a espiritualidade, pois, ainda como seres
humanos racionais, precisamos Entender o mecanismo de funcionamento das
atividades que se propõe, e, por conseguinte, também estamos assistidos por
seres que não coabitam o mundo físico que conhecemos cientificamente. Esse
mundo não-físico, embora muitas ramificações de ciências afins entendam como um
mundo pleno de energia e atividades conscienciais, ainda é uma incógnita em sua
totalidade profunda e oculta de nossa capacidade humana de racionalizar ou
assimilar sua completude, o que não descaracteriza sua contundente atuação
sobre o suporte que recebemos de tais dimensões.
Mas seria insipiente por demais consideramos esta única alternativa como resposta. Para nos aprofundarmos mais na questão, que não é simples, implica aventarmos à memória pretérita de que em um determinado momento da existência tínhamos indubitável certeza da alegria. Poderá nossa Mônada, nosso SER, fazer despertar em nós essa vontade reminiscente de quando fomos completos e conduzir-nos a essa misericordiosa possibilidade?
O SER pode muito, afinal... Será que esses mesmos pensamentos não seriam assinaturas de seus sinais impulsionadores?
Mantendo a linha; acreditamos e defendemos a Misericórdia como ferramenta de lei atuante acima do carma e do pecado, mas o que de fato foi categórico na condução de tipo tão distinto – ou tardio – de despertar a ponto de discordar agora desse programa antigo e bem disseminado na mente? Seria nossa essência atuando finalmente ou a dor e o sofrimento já insuportáveis que nos fazem escutar hoje o que ouvimos há eras?
Hoje, ao se ler com atenção, ouvir, assistir eventos, mensagens, podemos alcançar essa sabedoria libertadora – depois de tanto tempo – mas como é que se chega a esse estado primeiramente, a seco e sozinho, sem suporte algum desses gêneros?
Indagamos ainda mais, contra nós mesmos: Qual a força motriz que gera a inquietação que conduz à liberdade?
Dizem que algumas pessoas alcançam a
realização interna, íntima, através da dor e outras pela via do amor. Existe
inclusive um adágio popular que salienta aproximadamente: “Se não vier pelo
amor, vem pela dor.”
Vivemos atualmente nessa segunda década
do século XXI, uma época de tanta angústia que a pergunta maior que nos
propomos a responder é: Seria possível
alcançar a realização particular sem dor e sofrimento? E quando abrimos a
porta para a palavra realização
particular queremos ser abrangentes e amplos, tanto metafisicamente quanto
cartesianamente, ou seja, física e espiritual, e ainda detalhando, física em
todos os pontos possíveis – prometidos nas diversas obras de grandes mestres:
longevidade, imortalidade, saúde, plenas condições financeiras e despertar das
faculdades do SER.
Iniciamos aqui uma série de
elucubrações que terão o fito único de responder a tão profunda e audaciosa
indagação.
A fórmula que adotaremos para avaliar
esse cenário tortuoso é a de justificar e refutar até que se possa chegar a uma
possibilidade plausível e tolerável de pensamento conclusivo que sintamos ser
adequado.
Para tanto, realizaremos uma série de
indagações que subjazirão como base concreta para as justificativas que se
apresentarão e as consequentes refutações.
Para quem nunca teve o cuidado de pesquisar, a “máxima” acima pode parecer um trecho imaculado e sagrado da Bíblia, ou do espiritismo, da Torah, Alcorão, Upanishads, Talmud, ou de qualquer outro livro tido como sagrado ou ainda de um grande filósofo da humanidade.
Ocorre que não passa de um ditado popular inspirado por algum eterno sofredor que buscava algum tipo de caminho e deve ter passado horrores e por isso desistiu da felicidade como caminho único, abrindo a bocarra para soltar coisas do gênero num espasmo de frustração.
Esse tipo de frase mundialmente conhecida acaba se tornando uma espécie de lema nos lábios de muitos tipos tidos como esclarecidos e que propagam um “conhecimento” estranho e adulterado, semeando, implantando sugestões mentais na cabeça dos menos avisados que compram ledamente esse tipo de engano e o multiplicam como se verdade fosse.
Queremos com esse estudo, desmistificar esse “ditado” e semear uma nova ideia: ALEGRIA, independentemente de qualquer coisa.
A dor e o sofrimento não têm o condão de trazer a consciência. Somente do amor, da alegria, pode-se advir uma consciência plena. Se há dor, ainda não há consciência. Sofre-se por algo que se desconhece. Esse gênero de sofrer não conduz a nada, tendo em conta que quem sofre por ignorância sequer sabe que não sabe e, por tal, continua a sofrer. A ignorância é o sofrer. A sabedoria libertadora da alegria conduz 1º à liberdade e, 2º à consciência – ou vice-versa.
O conhecimento, o saber, liberta; enquanto não se sabe que se pode evoluir sem dor e sem sofrimento, com alegria em espírito e em corpo físico, o ser humano continua preso na ignorância da dor.
Essa consciência, esse conhecimento se alcança sozinho através da busca pessoal, voluntária, mas também pode ser conseguida através de ajuda, todavia, em ambos os casos, necessário é estar atento, querer e buscar.
Os implantes de dor e sofrimento que se encontram atuantes na humanidade desde tempos antediluvianos, geram no indivíduo fortes comoções, dentre elas a culpa por ser um erro vivo, pelo cometimento de uma falta dentro dos parâmetros éticos e morais vigentes e a necessidade inerente de purgá-la através dos martírios e atos de contrições a fim de se alcançar uma paz prometida e com ela a liberdade. Como somos de natureza dada a evoluir, evidentemente possuímos falhas e estas, atreladas aos implantes em questão de sugestões mentais, culminam na condução da pessoa a um círculo vicioso de dor e sofrimento inacabáveis em prol de uma felicidade que nunca se permite alcançar. Ser feliz seria um pecado.
Um ser que se permite estar feliz, mas não está ciente dessas artimanhas, está fadado a cedo ou tarde também cair na teia ardilosa e grudenta da dor e do sofrimento, pois o fato de não saber delas, não implica diretamente que as mesmas não atuem por força holopensênica, uma egrégora psíquica, um campo mental de costumes dogmáticos disseminados no globo planetário, tal como o bater involuntário do coração.
Ter consciência desse cenário doído e não permitir que ele atue, não é colocar-se indiferente ao mesmo, mas ter percepção plena do todo no projeto de escape planetário.
Aqui introduzimos a questão maior desse conjunto de argumentos: Poderíamos então nos indagar se não seria, de fato, a dor e o sofrimento efetivamente a mola impulsionadora desse despertar consciencial? Mas, em assim atuando, não estaríamos também excluindo o AMOR a MISERICÓRDIA da fórmula máxima (É possível avançar através do amor)?
Por mão da dor e do sofrimento só se desperta se se despertar também a chama do inconformismo que revoluciona e assim se rompe a influência do implante de sugestão – para o caso específico.
Afinal, de onde vem a dor e o sofrimento? Quem a gera? Como sabemos sofrer? A resignação apática não alavanca ninguém, mesmo no mais profundo e mortal sofrer.
E, por outro lado, como saber estar plenos, felizes, evoluídos ou necessitados de evolução? Se não há comparações (eis que nossos mestres e gurus também envelhecem adoecem e morrem - e muitas vezes em total miséria) e possibilidades, desconheceríamos outras portas melhores (ou piores) para tal ou qual realização. Somente assim pode haver o livre arbítrio da ESCOLHA, da OPÇÃO voluntária. Resta saber as consequências dessa escolha; se me é subjetivamente agradável ou não, para ser ou não agradável para o coletivo dentro de suas particularidades coletivas.