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terça-feira, 28 de julho de 2020

MINHA ÁRVORE PRODUZ MAIS FOLHAS DO QUE FRUTOS


Consciência Livre

Caso um corpo celeste caísse no centro do Museu do Louvre e com isso uma cratera imensa se abrisse engolindo o mesmo com toda sua produção histórica de uma vez por todas... O que efetivamente mudaria em sua existência?
Provável e certamente, nada.
Provavelmente também alguns nem sabem o que seja o Museu do Louvre, onde fica e a que se presta, outros menos atentos, talvez não saibam sequer o que seja “corpo celeste”.
O que se fez na história da humanidade e a forma como damos valor a isso, seja a um quadro, escultura, música, dança, morre no decorrer de alguns parcos anos. Tivemos muitos incêndios em acervos históricos, fossem esses de causas naturais ou causados pela repulsa humana, a exemplo da Biblioteca de Alexandria e de todas as imagens antiquíssimas que foram “assassinadas” à tiros no Oriente Médio. Quem se lembra disso, ou quem precisou delas para viver até agora?
Consciência Livre
Afinal, de que estamos falando aqui? De valores. De importâncias que damos a isso ou aquilo, a ponto de chegarmos a dar um preço ou ficarmos presos, lutar por, ou petrificadamente temer. Seja a Torre Eiffel, ou a minha capinha de celular nova.
A identidade emocional e a carga de sentimentos que emprestamos a esse conjunto de saberes, conhecimentos morrem a cada geração que se passa no interregno de parcos 50 anos. Meio século é suficiente para sepultar a música que tanto adorávamos e que violava os ouvidos de nossos pais, que por sua vez o fizeram com nossos avós. Cíclico.
Consciência Livre
Defendemos com unhas e dentes que o vinil é melhor que o CD, ao passo que nós mesmos não usamos nem o CD e nem o pen drive. Acessamos nossas “melhores” músicas pelo ar, através das “malditas” ondas eletromagnéticas. E sequer temos senso musical para diferenciar esse tom daquele meio tom. Queremos consumir o que nos enleva, o que nos liberta, o que nos prova sermos radicais e revolucionários. Sequer sabemos que as faixas de frequências musicais foram adulteradas no curso da 2ª Grande Guerra Mundial, e, para falar a verdade, o que mudou atomicamente dentro de nós com isso?
Consciência Livre
O vegetariano, o carnívoro, o abstêmio, o alcoólatra, o sedentário, o atleta. No passo de 30 anos – caso não sejam derrotados pelos ataques que a existência lhes impõe – chegaram além da meia idade iguais. Um pouco mais de peso, menos cabelos, rugas que se tenta ocultar com os cremes da moda (eis que os que haviam de suprassumo há 50 anos, não prestam).
O que precisamos ostentar em nossas tribos é o que nossos agrupamentos de afinidades defendem. Defesa essa (ou ostentação) que somente é possível no grupo.
O que a solidão forçada tem provado? Que não tem graça entornar quatro garrafas de cerveja sentados à mesa de nossa cozinha; que o corte de cabelo ou a barba escanhoada não serviu para nada. Que o esmalte carmim reluzente nas unhas ninguém viu. Quantas abdominais eu fiz ou a dieta especial de frutas e jejuns intermitentes. Ou cigarros, ou churrascos... não há por que mostrar ou fazer.
Consciência Livre
Dormir além da hora, cansa.
Comer além do necessário, cansa.
Cozinhar sozinho, exercitar-se, ler, assistir lives, vídeo chamadas, mensagens, filhos, pais, o tão sonhado trabalho em casa. Cansa.
Somos seres construídos para nos sociabilizar. Com a liberdade de não o querer e voltar para um teto dito nosso quando assim bem o quisermos. Desde que maiores e vacinados. Desde que não se tenha um pai ou mãe idosos para cuidar. Desde que não se tenha um marido, uma esposa que nos vigia. Desde que não se tenha que levantar cedo amanhã. Desde que nossa liberdade tão sonhada não chegue!
Sim, temos medo da liberdade. Tememos aquilo que usamos sempre para nos defender e nos justificar de nossas incapacidades, frustrações, recusas, impotências... sonhos. Sermos livres onera com uma responsabilidade pessoal e intransferível de compromisso. Tememos o amor. O carinho. O afeto, a sexualidade, pois isso subtrai de nós a liberdade que temos de não sermos livres.
Consciência Livre
Compromissos geram obrigações, cobranças e isso não nos convém. E assim, melhor não sermos livres para podermos sentar-nos à mesa filosófica do bar e reclamarmos sobre nossa prisão. Melhor nada sabermos, pois na nossa ignorância adestrada pela nossa má vontade em sermos livres e destemidos, continuaremos “protegidos” no fim do dia, sob o telhado de nosso lar.
Agarramo-nos aos ecos de nosso passado, na certeza de que não mudaremos, apesar de implorarmos por mudanças. Que caia um corpo celeste para limpar tudo. Mas torcemos em segredo escondendo nosso temor, para que nossas “preces” não sejam atendidas.
Consciência Livre
Olvidamos “panta rei” – tudo muda – saibamos nós disso ou não. Alguns sequer no leito de morte, corroídos pelo arrependimento, se permitem a liberdade; ainda acossados nas costas pelo açoite invisível de uma exigência auto imposta a qual nos agarramos religiosamente como a nossa ética que dita nossa moral, assim sofrendo, exatamente pelo medo de sofrer. Suplicamos a mudança, brigamos por ela, mas quando ela nos chega ao colo, tornamo-nos ranzinzas pelo simples fato delas terem mudado. E sempre terceirizando responsabilidades (ou martirizados pela vitimização).
Sofremos pelo que não temos e não o teremos, pois tememos por padecida antecipação ilusória, como poderá ser a perda quando o tivermos.
A felicidade não é desfrutada, eis que temos o pavor de não a termos amanhã, por mais que nos corta cirurgicamente o peito a ânsia de querermos ser felizes.
Consciência Livre
O filme “Agora estamos sozinhos” (I Think We're Alone Now) pontua magistralmente até o meio da estória – pois é preciso ter um final – de maneira brutal como a necessidade de estarmos sozinhos é imperiosa, e como, quando assim temos a solidão, precisamos criar rotinas metódicas para sobrevivermos ao dia que se seguirá. Assim, quando essa solidão é quebrada, percebemos revoltados que queremos voltar a termos solitude, mas, quando essa ameaçadoramente se mostra plausível, desesperadamente queremos alguém. Alguém para brigar, ou nos ouvir, alguém para quebrar a rotina, alguém para dividir nosso pensar, alguém para abraçar, beijar e fazer amor e permitir que sinta o quanto podemos amar e o quanto queremos ser amados. Simples assim.
Consciência Livre
Somos capazes de nos adaptar, mas nos moldar ao ambiente, ao meio, nos condena à extinção. Temos aptidão de irmos além da borda. Se um rio parasse, seria um lago.
Não preciso deixar um legado para ser guardado no Louvre. Preciso viver minha existência agora. Seja sentado, deitado, andando, quieto ou agitado. Impera que tenha consciência de minha escolha para não me arrepender com medo em meu leito de morte de não ter olhado, tocado, sentido, chorado, lutado, amado. Apalpando os cabelos brancos e constatando sozinho o quanto são secos.
Quem se importa se houve esforço ou atenção ao produzir o que aqui se está escrito, atenção à nova gramática, às vírgulas, acentuações, normas contemporâneas, se quase ninguém lerá, e muitos, creiam ou não, sequer sabem ler.
Consciência Livre


sexta-feira, 10 de maio de 2019

FLUIR...


“Viver intensamente o aqui e o agora não é alienar-se do seu passado e de seu futuro a título de uma perfeita inserção no eterno presente, muito pelo contrário.

Vereis, com clareza, enfim, o tamanho do desafio que diante de vós mesmos fostes capazes de colocar e porque ele, embora tão imenso, foi aceito por vosso MESTRE.

Se a largura da vossa coragem e a grandeza de vosso espírito não comportasse tal empreendimento, tal DESAFIO a vós todos seria negado realizar.
Consciência Livre

O correto entendimento sobre essa máxima implica trazer (deixar fluir...) para esse presente todo o seu passado e todo o seu futuro, pois em realidade nada você é a não ser o seu passado e o seu futuro. Só o presente é uma incógnita, o restante já é de seu conhecimento e em volta dele a verdadeira comunidade.”

Adrimon


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

REFLEXÕES: O Assédio Mental

Salve, gente bacana.

Uma quantidade enorme de pensamentos ruins, pessimistas, de raiva, vingança, desconfiança está infestando as pessoas tal como uma praga. E todos estão crentes que de fato isso é um pensamento autêntico, ou pior, que a pessoa objeto de seu pensar, de fato está agindo consoante dito pensamento... A grande verdade é que isso é uma mentira! O assédio e a obsessão são orquestrados de forma tal que o indivíduo passa a crer em suas formas mentais que tudo o que lhe chega ao pensar são fatos legítimos ... E não o são, entretanto, até se perceber assediado, muito estrago foi feito. O Assédio Mental, como atua e por que atua. 

sábado, 20 de outubro de 2018

A INTUIÇÃO

Salve, gente bacana.

Vez por outra nos deparamos com grandes obras do saber universal.
E não por acaso, por meias e voltas prendemos nossa atenção em um determinado grupo de palavras, frases, textos de onde extraímos (não importa quão antigas as sejam) um manancial de informes ou simplesmente uma mensagem, um pequeno excerto do meio do conteúdo que nos exorta a sair adiante como uma injeção de ânimo tão precisada.
É dessas fontes que costumamos beber e quando a água é pura, misericordioso é o partilhar.
Segue aqui um trecho desses, oriundo da "Voz" que tanto inspirava, dominava o pensamento e a ação de seu expoente na Terra, Pietro Ubaldi.

"A Alma humana, entre uma ciência utilitária de comodidades e uma religião de conveniência, arrasta-se no chão, numa atmosfera de apatia, perdida sem rumo. O presumido dinamismo do vosso tempo mais não é que uma corrida louca toda exterior.Para onde correis, se ignorais as mais altas finalidades da vida?
Consciência Livre
E de que serve correr de chegar, se o homem martiriza no seu irmão a si próprio e, da terra abençoada por Deus, não raro faz um inferno ridículo e macabro?Ou talvez corrais apenas para vos atordoar, para não sentirdes a vós mesmos, para fugirdes à voz de vossa Alma, carente de paz por estar sem rumo?Não significará isto, no fundo, a intenção de fugirdes daquele silêncio em que a Alma, no seu isolamento, fala e inquire das grandes questões?
Consciência Livre

Sim: é medo, medo de permanecerdes convosco mesmos.De vos interrogardes.De vos sentires sozinhos diante dos últimos problemas que ninguém sabe resolver e que, não obstante, a Alma apresenta; medo dos grandes problemas do silêncio onde se ouvem gritar as grandes culpas; terror da profundeza onde estão o dever, a verdade: Deus.
Consciência Livre 
Ao som desta voz solene, preferis a paralisia psicológica e o tormento da Alma agonizante.E a cada momento renovais o esforço de vos lançardes para fora de vós, no mundo, em busca do infinito que, entretanto está dentro de vós.Perdestes a simplicidade dos grandes pensamentos que proporcionam descanso, e por isso aquele infinito, que dele se acha pleno, saturado de alimento substancial, vos parece qual um báratro de trevas sobre o qual temeis debruçar.
Consciência Livre 
O homem esqueceu, no dédalo das complicações, a beleza e a paz das grandes verdades primordiais.Entretanto, ele as conhecia de há muito, por meio da comunicação direta - a revelação - primeiro método intuitivo e sintético do saber humano, pai do método dedutivo.O princípio único, do qual as verdades menores se deduziam, havia descido do alto, porém depois de tanto deduzir o homem distanciou-se de tal maneira da primeira fonte, que chegou a negar-lhe a própria existência.Assim, a dedução, perdido o seu contato com a origem, não teve mais sentido.
Consciência Livre 
O homem recaiu por terra, sem asas e sem vista, e bateu com a fronte no solo a fim de que o fenômeno lhe falasse e, com seu pequenino e reduzido foco - únicas centelhas restantes da grande luz - lhe devolvesse uma fração infinitesimal da verdade infinita e eterna.[...]Em face das coisas supremas, os extremos da história se tocam, e assim a intuição reabre hoje, para os humildes, as portas da verdade."
Consciência Livre 

Pietro Ubaldi.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

REFLEXÕES: O Pensamento Negativista

Salve, gente bacana.
Com este novo material, queremos apresentar uma visão diferente da que estamos todos acostumados no nosso cotidiano de pessimismo.
Bom vídeo.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

ENTREVISTAS - OVNIS - Estamos Prontos de Fato?

Salve, gente bacana.

Em 2017, a Pozati Filmes realizou um documentário maravilhoso com expoentes de nosso acervo de sabedoria sideral voltada para o estudo do fenômeno OVNI.
Entrevistados como Mônica de Medeiros, Paulo Roberto Uchoa, James J. Hurtak, Gilda Moura, Ademar José Gevaerd (dentre outros tantos) deram sua opinião e sua particular visão sobre os aspectos das aparições dos Espaciais em nossa civilização no decurso da história da humanidade, com um enfoque para os dias atuais e vindouros.
Entretanto, uma grande polêmica se formou, em função do dito "boicote" que se fez com a pessoa de um dos ilustres entrevistados que não foi incluído naquele documentário em si. A pessoa do Professor Laércio Fonseca.
Muito se falou, muito se discutiu e a presença de espírito equânime do produtor e diretor Juliano Pozati, nos brindou com uma entrevista única e exclusiva que apresenta a visão particular (a qual não poderia deixar de existir) do Professor Laércio Fonseca e que vem ao ar nesta oportunidade.
São ambos trabalhos magníficos que se apresentam neste momento, com o objetivo de ampliar as Consciências e remover obstáculos de crenças tolas, fúteis, absurdas e ridiculamente cerceativas que o Consciência Livre ajuda a divulgar ao público interessado em geral.
Parabenizamos o esforço hercúleo e independente de Juliano Pozati que nos brinda com uma qualidade visual, sonora e de conteúdo.
Mantenhamos o foco no que importa e não contribuamos com mesquinharias, tampouco interajamos com frequências obtusas.
Nossa energia particular é muito valiosa para ser jogada ou entregue a interesses mesquinhos.
Bom proveito.
Sejamos felizes e façamos felicidades.
(No meio de nós)

(Arquivo: Láercio Fonseca)

domingo, 3 de junho de 2018

O MEDO DA LIBERDADE

Com a oportunidade que temos através dos procedimentos terapêuticos em gabinete, deparamo-nos com muitos casos de pessoas que se encontram revoltadas. Independentemente da classe social ou casta religiosa ou até mesmo a ausência de religião, o grande e maior motivo de tal revolta é estar preso a algo que não traga alegria, saúde, afeto, recursos.
Então o Cliente busca, motivado por essa inquietude, amealhar informações que o conduza a saciar essa necessidade (conjunta, isolada, ou coletiva, a exemplo da família ou sociedades).
Angústia
Ocorre que a grande maioria o faz movida por uma incerteza de busca. Ou melhor dizendo, sem saber muito bem o que quer. Terceirizando responsabilidades por seus insucessos e suas frustrações.
É sabido que quando se depende de uma outra pessoa, ou um grupo de pessoas para que determinada ação seja colocada em prática, certamente vamos encontrar obstáculos, preguiça, críticas e o resultado obtido será muito diverso do planejamento inicial, o que pode frustrar o projetista.
Também é sabido que realizar absolutamente tudo sozinho é algo inviável, pois no mínimo estamos nos valendo de algum objeto, utensílio ou recurso que não temos a mínima condição de produzir.
Consciência Livre 
Mas vamos considerar a busca individual como ânsia subjetiva para ilustrarmos melhor o problema  de estudo.  
Assim sendo, a pessoa busca se resolver de alguma forma, eis que inconforme com sua saúde, seu afeto, suas finanças.
Ao deparar-se com uma orientação profissional de que precisa mudar hábitos alimentares, sedentários, ela irá justificar que sabe perfeitamente disso, mas que não consegue.
Sob a sugestão de que seus sentimentos e emoções são os principais fatores de seus sucessivos fracassos afetivos, responderá que é assim mesmo, que faz parte de sua personalidade.
Conduzida a perceber que precisa dedicar mais tempo a especializar-se na área que realmente gosta convertendo-a em sua função financeira principal, retruca que isso dá trabalho e desanima.
Consciência Livre 
Excluindo a pecha comum de má-vontade ou zona de conforto, descobrimos um outro ponto que nos chama a atenção.
Todas essas alternativas ou necessidades buscadas - juntas ou isoladas - conduz o buscador a, cedo ou tarde, encontrá-las. E isso gera uma constatação de independência que, por sua vez, leva à liberdade. Essa mesma liberdade tão almejada é sinônimo de responsabilidade por si e pelos que o cercam. Saber de si é saber quem é, como é, porque é, para que é. Implica diretamente em ser dono de si e na obrigação de responder pelas próprias ações - e eventualmente pela dos outros, no caso de dependentes.
Isso explica objetivamente a demanda e debanda de muitos Clientes/Pacientes das Clínicas e Consultórios. Um tratamento que consegue mostrar para a pessoa o que ela está fazendo de errado e o que ela precisa começar a fazer para dar certo, gera um horror.
Cordialmente a pessoa se afasta para não mais voltar naquela linha de atendimento, e, insistentemente, procurará outro alguém, de outra corrente, escola, segmento que dê voltas e voltas sustentando engôdos e ilusões. Até que novamente a verdade surja e a pessoa se afaste profundamente decepcionada outra vez.
Consciência Livre
Assim, de maneira subconsciente, uma defesa se instala no campo mental da pessoa impedindo-a através do medo, de ser livre.
E aqui nem estamos abordando questões mais superficiais como chamar atenção, carências, culpas, obsessões, implantes, assédios e outras explicações legítimas, mas procuramos destacar que a pessoa não tem a mínima noção de quem efetivamente é, sem os implantes de filmes, genético-familiares, dos ídolos, referenciais externos, literatura filosófica; o simples fato de perceber que precisará ser ela mesma, a coloca imediatamente em condição de alerta, sim, atrelado a um ego do Orgulho, medo do que serei, se serei por mim mesma vencedora ou um fracasso, serei eu mesma a única responsável.
A pessoa não tem a mínima ideia ou sequer noção de como ela é em essência, quais são os seus verdadeiros gestos, tom de voz, olhar, caminhar, o que realmente gosta de comer, beber, praticar, qual sua opinião particular sobre os assuntos e temas que a circundam, se gosta ou não do calor, do frio, de dança, de futebol, de esoterismo, contas, música; que jeito é sua risada, se emociona com propaganda de margarina, gosta de crianças, não sabe plantar horta, tampouco andar de bicicleta.
Consciência Livre 
Esquece-se de que esse medo, deixando de existir em seu mundo é que a conduzirá à liberdade de ser quem é sem opressão. Respirando sem os grilhões da cobrança alheia, dos atos e fatos sociais e ainda assim, continuará a existir neste Planeta, País, Estado, cidade, bairro... Como alguém que faz parte inconteste de um grupo de seres especiais e que precisam e querem que ela seja o exemplo da alegria e felicidade, sem temor de errar para tentar novamente. Com bom-humor.
Permitir-se sofrer, sentir dores, estar em um estado físico e mental lastimável desde que com total consciência, também é ser livre, pois a pessoa saberá perfeitamente as causas e motivos que a conduzem a insistir em viver assim. Sim, isso é ser livre. A dor sente prazer. E o prazer pode ser interpretado como um estado de alegria... Estranho, mas real.
O que é paradoxal é querer soluções e quando estas se apresentam, num frasco de comprimidos ou num divã de terapia, dar de ombros, pagar pelo custo disso e reclamar que não existe uma solução para seu caso.Isso é sabotar-se e desperdiçar seu tempo, seu dinheiro, seu afeto, preocupando os que o cercam e gerando um círculo tolo, viciado em ligações e conexões profundamente densas que adoram essa condição específica, com um sabor especial.
Consciência Livre 
Já bastam as dificuldades que por si só nos acompanham todos os dias da existência. Encontrar, nos momentos de escape desses entraves e realmente observar o quão magnífico é o ato de existir e enxergar a grande dádiva da vida continuamente se expressando num suspiro de amor, num pulsar de gravidez, num desejo ardente, no recebimento de seu salário, na aquisição de um calçado, na viagem, na xícara de chá, no repouso de 10 horas, no olhar de um animal, no desenho que desvanece na nuvem, no gotejar, na frase de gratidão, no post de bom dia e em tantos outros imensos e pequenos, todavia contínuos milagres, perceberemos que um pneu não fura todos os dias, não estamos resfriados todos os dias, não atrasamos as contas todos os dias, não dependemos dos outros todos os dias, não estamos sozinhos todos os dias, não há tragédias todos os dias... Coisas que passam por nós como se não as víssemos, como se fossem meras obrigações de serem por serem boas. Nada mais que isso.Ser feliz é ser livre. E ser livre e saber de si e ser você mesmo, onde quer que seja, tendo noção do Sistema em que vive, das ações e reações que sua liberdade exerce e, nesse patamar, continuar a viver a idade que se tem até que uma nova surja e lhe oportunize uma nova experiência. Mesmo que isso incomode profundamente aqueles que não querem que você se liberte e seja feliz... Insista, seja inteligente, faça valer seu tempo, seu dinheiro, seus planos. Ajuste-os quando os outros os mude. Respire, chore se preciso, permita-se ficar irritado, cale-se, guarde segredo e vá se conhecendo, sendo você e adiante!
Consciência Livre
Faça.
Seja.
Flua.
Frua.
A escolha sempre é sua, seja sozinho ou acompanhado. As afinidades chegarão e você se surpreenderá quando se permitir ser livre do medo de ser livre. Mas não finja ignorância - salvo se isso faz parte de sua liberdade consciencial.
Assim sendo, seja feliz e faça felicidades!
Consciência Livre

segunda-feira, 7 de maio de 2018

QUANDO PENSAR EM DESISTIR


QUANDO PENSAR EM DESISTIR, LEIA ISTO…

Salve, gente bacana.

Muitas vezes caminhando pela internete a gente acaba encontrando algumas joias raras em matéria de texto que nos estimula.

Ana Paula Ramos foi a autora deste material que vamos ajudar a divulgar aqui em nosso espaço.
Boa leitura e Não Desista!

"Quando você pensar em desistir, olhe para o lado que realmente importa, o lado de dentro, e então se pergunte qual é a sua razão maior, o seu porquê, o motivo que te fará mais forte e mais capaz do que qualquer porém. Do que qualquer pesar. E vai.
Quando você pensar em desistir por causa deles, olhe para eles, e se pergunte quando foi que você deixou de ser importante para si mesmo, quando foi que a imagem refletida do outro lado do espelho deixou de ser a sua, quando foi que opiniões, críticas e julgamentos de quem nunca realmente parou para te olhar de verdade invadiram a sua vida e domaram as suas escolhas dessa maneira. E então deixe ir o peso do outro. Foque no que te fortalece. Mire no que te faz leve. E vai.

Quando você pensar em desistir por causa das circunstâncias, se pergunte qual é o propósito de tudo, da onde vem o aprendizado, o grande legado, o motivo que te fará agradecer mesmo quando a tristeza vier. E então se concentre no lado bom de todas as coisas, na sabedoria do universo, na certeza de que amanhã é sempre outro dia e que não há sofrimento ou dificuldade que dure para sempre. E vai.
Quando você pensar em desistir por causa de si mesmo, se pergunte quem é você e qual é a sua missão nesse mundo. E então avalie se o desistir tem a ver com ser forte, sábio e consciente (porque às vezes desistir exige mesmo uma coragem imensa) ou se é só uma maneira covarde de fugir da batalha antes mesmo da luta. E se for por falta de tentativa, e se for por medos e receios de não ser capaz, encontre dentro de si mesmo a força que te move a levantar da cama todos os dias. E vai.
Quando você pensar em desistir por causa do tempo, se pergunte o que realmente importa na vida: a direção ou a velocidade. E então comece a olhar para todas as coisas com a curiosidade e a aventura da criança e a sabedoria e a experiência do idoso. Do tempo passado, pegue o que te faz melhor, inspire-se no que te faz sorrir, orgulhe-se das cicatrizes, colecione histórias, mas siga em frente. Do presente nasce o recomeço. E o tempo nos ensina que nunca é tarde demais. Agarre-se na infinidade do agora, seja presente de corpo, alma e coração. Faça sempre o seu melhor. Seja sempre o seu melhor. Não dê demasiada importância a um futuro que você nem sabe se vai chegar. Vista o seu melhor sorriso, confie na força da sua intuição. Arregace as mangas. Tire o sapato. Deixe o vento bater no rosto. Deixe despentear.
E vai.
Quando você pensar em desistir, quando o barco virar e o mar estiver revolto demais, quando a única alternativa que restar de tudo isso for lutar ou morrer, agarre-se na sua fé, acredite no seu milagre, pule nas águas. E nade.
Quando você pensar em desistir, justamente porque não sabe nadar, olhe para o mundo com gana de herói, com olhos de quem desafia o impossível e faz valer a pena cada segundo da vida.
E pula na água.
Pula na água.
Quando a gente não sabe o que fazer, a gente aprende."

Fonte: https://osegredo.com.br/quando-pensar-em-desitir-leia-isto/

sábado, 14 de outubro de 2017

ENCARNAR EM SI MESMO

Salve, gente bacana!

Algumas pessoas que possuem uma inquietude dentro de si, são capazes de fazerem perguntas tão profundas quanto espantosas.

Uma dessas perguntas que chegou até nós é sobre o reencarne e a consciência, a transmigração, entrantes, trocados e coisas do gênero. Pessoas preocupadas se ao saírem em Astral terão seus corpos invadidos por outros seres ou criaturas. Práticas apométricas seriam bem guardadas e vigiadas? Conseguiríamos um momento de "férias" do corpo físico para podermos nos recuperar energeticamente em outra faixa de dimensão vibracional?
Perguntas assim nos deixam repletos de alegria por sabermos que existe interesse em sair adiante além do mundo da matéria.

Nisso encontramos um trecho da obra "Mãos de Luz", em que o personagem conversa com uma inteligência avançada e nesse diálogo, uma nova opção é revelada, a possibilidade de reencarnar em si mesmo!

Como seria isso? Em que momento se daria, para quê?

Ao que nos consta, seria uma oportunidade consciente de otimizar reencarnes futuros no mesmo corpo com um nível de consciência distinto, duas consciências no mesmo corpo em transição até que uma absorve a outra de maneira gradativa e sem conflito, eis que a mesma pessoa. Confiramos aqui o trecho em que esse diálogo se desenvolve:

David: “Que significa reencarnar dentro do mesmo corpo?”

Heyoan: “Num sentido, e aqui precisamos apelar para uma metáfora, você se reúne com os seus guias espirituais antes do nascimento e escolhe os seus pais; escolhe um grupo de realidades prováveis; escolhe trabalho para fazer; e escolhe um conjunto de energias, que construirão um corpo. Em certo sentido, você separa uma porção do seu Ser Maior, toma essa consciência e cria um corpo com ela. Escolhe seus pais e as qualidades físicas que deles herdará.
“Você se senta e escolhe tudo isso com um propósito específico. Se, numa determinada existência, completar esse propósito e alcançar certa meta, será sempre muito fácil acrescentar outra existência. Você simplesmente entrelaça a nova consciência, que pode ser usada no corpo seguinte, com o antigo corpo e a consciência antiga.
“Assim, terá feito bem o seu trabalho e, à medida que funde a nova consciência no ‘antigo corpo’, encontra muitas mudanças ocorrentes, pois está agora integrando os dois.”
Consciência Livre
David: “Eles já estão integrados.”

Heyoan: “Com efeito, Não é uma coisa maravilhosa? Quando morre ou, como preferimos dizer, quando parte ou deixa cair o corpo, e já não necessita dele como instrumento de transformação, transmutação e transcendência, você não precisa criar outro. O corpo é um instrumento, um veículo que você criou para focalizar determinados pontos dentro do eu que deseja transformar de um modo muito eficiente. Todos os sistemas do corpo são construídos precisamente para essa transformação. Você o verá no trabalho, no sistema nervoso, no funcionamento automático do corpo, até no funcionamento das células dos ossos. Descobrirá que cada porção do corpo é um instrumento delicado e belo para uso da transformação. Não é um fardo. É um dom. Infelizmente a maioria dos seres humanos não o compreende.
“Se voltarmos a usar a metáfora de sentar-se a uma mesa de conferência conosco para escolher a sua vida, você, a maior porção de você, que não está completamente encarnada (e nós precisamos dizer que você não pode fazê-lo de maneira alguma), a maior porção de você decide se o melhor lugar de que dispõe para o próximo trabalho de transformação é ou não é um corpo. E quando tiver feito pleno uso desses veículos físicos, sejam eles quais forem, terá terminado o giro da vida e da morte, como lhe chamam, ou a roda de encarnações no plano físico. Você, simplesmente, já não precisa desse instrumento para separar um tempo linear, nem de um espaço tridimensional que lhe facilita a visão dos pontos determinados que deseja transformar. É nesse ponto que você decide — você, o você maior, e você é uma grande alma, muito maior do que a porçãozinha encarnada. Você então decide se vale ou não a pena, digamos assim, utilizar o corpo físico. É mais ou menos como apanhar uma enxada ou um ancinho. O jardim ainda precisa ser limpo com um ancinho? Nesse caso, por que não usar o ancinho, em vez de usar, digamos, a mão?”
Consciência Livre
David: “E depois que terminamos nossos giros de encarnação no plano físico?”


Heyoan:  (...) “Sua realidade física está agora passando para a fase seguinte, onde a transformação já não focalizará a dor. A transformação e o tratamento futuro abrangerão o movimento, a música e a arte de forma criativa. O tratamento vira criatividade à proporção que nos movemos para a luz e a retemos dentro de nós. À maneira que se dissipa a escuridão, o processo de transformação torna-se mais um processo de criatividade do que de cura.”

Um abraço fraterno.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A ORAÇÃO

Salvem, gente bacana!

Muitas vezes nos pegamos em situações diversas e variadas ou até mesmo repetitivas que nos fazem questionar se estamos tomando as decisões certas, se estamos realizando as atividades direito, se o que estamos fazendo para nossa subsistência está adequado, estudos, trabalho, relacionamentos, saúde, e todas as funções atinentes e correlatas ao que se precisa para estarmos bem neste Planeta.

Aos nos depararmos com cenários desanimadores e insistentemente desagradáveis, voltamos nosso pensar para algo além de nossas capacidades humanas, algo místico, religioso, sobrenatural até. E assim, fazendo uso de uma reflexão desesperada chegamos a buscar suporte divino e o caminho em geral é a reza, a oração, a prece.

Mas, rezar, efetivamente ajuda? Resolve? Quando voltamos nossa atenção para a palavra em si e no que nela está implícito como ato de contrição, troca ou simplesmente esperança atrelada à fé e o que seus ritos particulares exigem como definição de oração veremos que isso pode nos conduzir ao rechaço ou à adoração inconteste.

Não é o caso aqui. Mas sim exemplificar uma forma, um método, um caminho, muito similar à uma meditação, a um encontro consigo mesmo de orar.

Segundo Ben Daijih em sua visão amasófica, a oração é uma entrega de si para o todo, com todas nossas capacidades, habilidades, defeitos, falhas, conquistas, anelos... Todavia implica sim em um movimento, um gesto, uma postura específica para que seus efeitos possam ser mais práticos, reais, rápidos.

Em um recolhimento amoroso, na consciência de seu papel cósmico, se dispor e abrir seus Arquivos para a divindade recolher o elemento que precisa e colocar à disposição do sistema, isso é uma "doação", e nesse ato de doar-se, fornecer o que mais íntimo se tem em prol do todo, essa entrega é a comunhão com o seu Sagrado, portanto, sem ligações equivocadas ou duvidosas, portanto, sem receios ou bloqueios.

Uma oração seria algo assim:

"Abro todos os meus arquivos secretos e não secretos.
Exponho diante da realidade da vida, toda a minha realidade pessoal; e disponho isso na sua total integridade para a perfeição da vida."

Esse ato de oração, comunhão e mais que isso é um gesto de Misericórdia.

Não creia. Experimente.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O PLEROMA DE JUNG

Salve, gente bacana.

Ainda repletos de inspiração pela magnífica obra de Carl Gustav Jung, que parece não se esgotar nunca é que trazemos uma grande análise de sua parte no que concerne ao Pleroma e nós tecemos uma pequena singularidade ao Ser.
Consciência Livre
Jung, como grande investigador de si e das magnânimas obras deixadas à humanidade, também estudou o gnosticismo e para ele o Pleroma, através da ótica dos gnósticos trata-se de um estado de plenitude no qual os pares de opostos, sim e não, dia e noite, estão unidos; depois, quando eles "vêm a ser", é OU dia, OU noite.
E vai além, ao proferir que quando distinguirmos as qualidades do Pleroma, falamos então a partir de NOSSA diferenciação e SOBRE a nossa diferenciação, e nada dissemos por conseguinte sobre o Pleroma.
Entende, por fim, que não devemos esquecer que o Pleroma não possui qualidades. NÓS as criamos através do pensar.

Nisso a completude só se dá com o bem e o mal, a luz e a treva, o positivo e o negativo, Homem e Mulher!
Nosso Verdadeiro e Real Ser Interno pode ser comparado como algo "pleno" e completo...
Lembrarmos de que o ser humano é o único capaz de LIMITAR o Ser, nos faz lembrar o quão ilimitado o Ser é.
Lembrarmos ou não das pequeninas formigas não faz com que elas deixem ou não de coletar folhas.
Sejamos, pois livres.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

DIVULGANDO - A SEMENTE! A MAGIA DO SIMPLES.


Yoskhaz
A SEMENTE
Eu caminhava pelas montanhas do Arizona ao lado de Canção Estrelada, o xamã que tinha o dom de usar a música para perpetuar a sabedoria do seu povo, quando paramos em um pequeno platô com uma vista encantadora. Ele estendeu o seu manto colorido no chão, acendeu o inconfundível cachimbo com fornilho de pedra vermelha e me pediu para preparar uma fogueira. Depois ritmou com o seu tambor de duas faces uma sentida cantiga ancestral na qual pedia proteção para nunca abandonar ‘o lado ensolarado da estrada’. Ficamos um tempo que não sei precisar sem dizer palavra, como viajantes no mundo das ideias, até que o xamã rompeu o silêncio: “Há muitos elementos na natureza que considero sagrados pelo simbolismo que representam. O nascer do sol pela importância da luz em nossas vidas; o voo da águia por me ensinar a ver todas as coisas do alto; as estrelas para lembrar que existem outros mundos além deste; a mudança das estações pela lição da renovação dos ciclos; a borboleta para me lembrar que a lagarta pode ter asas; o rio para não me deixar esquecer que todas as águas um dia chegam ao mar. No entanto, nada me encanta tanto quanto a semente”. Deu uma baforada e prosseguiu: “Enfim, há lições por todos os lados. O sagrado está misturado ao mundano a espera de ser revelado”. Quando eu iria interromper para perguntar sobre a semente, a conversa mudou de curso. Ele falou: “Assim como a magia aguarda o momento do feiticeiro”.
Comentei que tinha certa dificuldade de entender o que era essa magia, tão celebrada por magos e xamãs. Revelei que na cultura na qual fui criado tal poder era tido, pela maioria, como lenda oriunda de antigas crenças ou histórias de ficção. Confessei, ainda, que, como todos, sempre desejei possuir tamanho poder. Canção Estrelada fechou os olhos, como fazia todas as vezes em que sabia que a conversa seria longa e explicou com a sua voz rouca: “Esse poder está ao alcance de qualquer um, somos todos filhos do Criador, sem qualquer distinção ou privilégio. O poder é de todos, basta aprender a usar”. Deu uma pausa e disse: “Magia é alteração de um estado de realidade. Preste atenção como há situações, pessoas e lugares que nos deixam nervosos, agressivos ou tristes; outras que nos trazem a sensação de calma, leveza e alegria. Não é assim”? Balancei a cabeça em concordância. Ele continuou: “Esse é um tipo muito usual de magia. A palavra, por exemplo, pode espalhar a discórdia ou semear a paz. Isto nos torna feiticeiros pelo poder de modificar o ambiente. Então, quando essa mudança nos ilumina e acolhe, se torna sagrada. Definir o sentimento que nos move influencia a palavra e determina a magia, sutil ou densa, acelerada ou lenta, que nos envolverá”. Deu uma pausa e concluiu: “Portanto, preste muita atenção todas as vezes em que abrir a boca: as suas palavras envolvem o poder da transformação e, por consequência, definem que tipo de feiticeiro você é”.
“No universo tudo é fusão e expansão”, falou. Ao perceber uma grande interrogação em minhas feições, Canção Estrelada se adiantou em explicar: “Tudo que acontece no universo se repete em nós. Como todos somos um, as leis que regem as estrelas também se aplicam a mim e a você”. Falei que não tinha entendido e ele explicou com paciência: “Por exemplo, as estrelas magnetizam as energias que as rondam, ganham força e, em agradecimento, retribuem em brilho de diversas potências. Por sua vez, das energias que nos envolvem, atraímos aquelas com que temos afinidade, metabolizamos e, em seguida, a depender do nível de consciência e capacidade amorosa, compartilhamos em luz ou sombras”.
Em sombras? Estranhei. O xamã foi categórico: “Cada qual oferece o que pode”. Interrompi para saber como eu seria capaz de determinar as energias que me imantam e refletir apenas luz. Canção Estrelada arqueou os lábios em sorriso sutil e disse: “Através das suas escolhas, apenas elas têm tamanho poder. Há estrelas que conseguem iluminar e manter a vida de toda uma galáxia. Outras são buracos negros que sugam tudo à sua volta”.
O xamã deu uma baforada no cachimbo e disse: “Você não pode esquecer que a luz, em resumo, é a coesão de muitas virtudes que não existem isoladamente. Por exemplo, a sabedoria precisa do amor para que fique a serviço do bem; o amor necessita da sabedoria para se espraiar, em toda a sua amplitude, com inteligência e justiça. A coragem se faz indispensável na superação da inércia e dificuldades no intuito de que o amor-sabedoria não seja apenas contemplativo. Por fim, o bem precisa ser experimentado até restar fundido à alma. Ao iluminar a si mesmo você cumpre a função de trazer a luz ao mundo no reflexo das suas escolhas”. Olhou no fundo dos meus olhos e disse: “Os melhores feiticeiros são aqueles que se concentram na magia de transformar a si próprio”. Comentei que me parecia egoísmo. Canção Estrelada sacudiu a cabeça e disse: “Não, ao contrário, eles sabem que apenas assim, com o aprimoramento do próprio jeito de ser, conseguirão iluminar os passos de toda a gente. Estes verdadeiros magos, aos poucos, em gestos humildes, alteram toda a realidade à sua volta em ondas que se propagam até os confins do universo”.
“Todo feiticeiro entende a importância do cerimonial mágico, que na verdade é todo e qualquer ritual de transformação do ser. Muitos se perdem na fantasia das cerimônias secretas em noites de lua cheia, ao redor de grandes fogueiras na invocação de espíritos poderosos. Sim, estes rituais existem e têm o seu valor. No entanto, igualmente poderosos são os pequenos e quase imperceptíveis cerimoniais do cotidiano em que, não raro, desperdiçamos a oportunidade para semear a melhor magia: um abraço apertado na hora da agonia, um sorriso sincero para apagar a incerteza, uma gentileza fácil na hora difícil, uma delicadeza em momento conflituoso, uma palavra de esperança diante da dor, o perdão verdadeiro, o pacificar de uma briga, uma escolha por amor. Enfim, tudo aquilo que seja capaz de manter em si a chama forte da luz e, se possível, alterar o ânimo de outra pessoa. Isto servirá de alavanca para que ambos possam expandir a mente e fortalecer o coração. Então, ocorre a transformação pessoal. Não se engane, isso é magia pura”. Deu uma pausa e concluiu: “São alguns exemplos simples que apenas os melhores feiticeiros aproveitam para modificar a realidade”.
O silêncio tornou a imperar. Fiquei um tempo que não sei dizer pensando na simplicidade do poder e da magia, ao alcance de qualquer um, enquanto muitos, na busca pelo entendimento alquímico da vida, aquele que transforma o chumbo da sombra no ouro da luz, se perdem por não descortinarem as névoas da ilusão. Foi quando lembrei que Canção Estrelada tinha dito, no início daquela conversa, que para ele nada era mais emblemático do que a semente. Questionado, o xamã apanhou no chão uma pequena semente de um enorme carvalho, que, impávido ao nosso lado, parecia abençoar a lição. O xamã explicou: “Repare o minúsculo tamanho dessa semente se comparado à grandeza da árvore e veja como os formatos se modificam durante o processo de transformação. Imagine a semente de uma maçã e lembre das formas, cores e sabor da fruta; faça o mesmo com o perfume e a beleza das flores. Consegue entender o poder da luz em você”? Apontou o secular carvalho com o tronco que parecia uma pilastra, depois mostrou a frágil semente e disse: “A árvore mais alta, a fruta mais doce ou a mais bela flor nada mais são do que uma minúscula semente que se permitiu as devidas transformações. Assim é com luz que nos habita. Como filhos do Criador, trazemos a Sua semente no âmago. Em essência, somos luz”.
“Uma semente de luz nunca se perde. Ela pode demorar milênios para germinar, mas o seu verdadeiro destino será, inexoravelmente, o da árvore que arrefece o calor dos dias, da flor que enfeita e perfuma a vida, da fruta que alimenta a humanidade”.
Canção Estrelada pitou o cachimbo e observou a fumaça dançar diante dos nossos olhos. Arqueou os lábios em leve sorriso e finalizou: “A luz que se manifesta em você através das infinitas transformações define o tamanho das suas asas, a altura do seu voo e a distância da sua viagem. É a única bagagem que poderá levar em sua sacola sagrada, o coração”.
“Permitir que a semente de luz cumpra todo o ciclo de árvore, flor, fruto e, de novo, semente é a magia mais importante que cabe a todo e qualquer feiticeiro”.
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Um Toque de Sabedoria

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