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segunda-feira, 27 de abril de 2015

O ESQUECIMENTO - 4

Consciência Livre
O Psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica Carl Gustav Jung defende que o ato de esquecer seria um processo normal em que certos pensamentos conscientes perdem a sua energia específica – energia emocional - devido a um desvio de nossa atenção. Não há mais ligações, ou queremos esquecer. Logo, o “esquecimento” de coisas desagradáveis é chamado por ele de conteúdos recalcados, ou seja, quando o ORGULHO está em jogo a memória “prefere” ceder.
Consciência Livre
Uma lembrança agradável ou não pode surgir com o contato inconsciente de algum tipo de símbolo ou arquétipo (cores, odores, sons) que eventualmente desencadeiam, ainda que inconscientemente, certos tipos de sintomas, tal como uma dor de cabeça ou náuseas ao se ouvir um apito de trem ou navio, recuperando uma memória de algum drama já vivido.
Consciência Livre
Por se considerar a maioria das memórias ou lembranças como algo desagradável ou que não mais se pode viver, de uma forma ou de outra, causaria algum tipo de desconforto, ou sofrimento (saudade) evita-se remexer nesse baú; o esquecimento surge como uma espécie de botão “delete” que se usa como defesa.
Consciência Livre

domingo, 23 de março de 2014

MOTIVOS PARA ENTENDIMENTO


Consciência Livre
Verificamos muitas formas rotuladas que fogem dos conceitos metafísicos/místicos de Consciência, Ego, Inconsciente, Desejo, mas encontramos alguns atestados interessantes como TOTALIDADE, ESSÊNCIA, IDENTIDADE, UNIDADE, TODO. Alvos que buscamos assimilar, compreender, entender e, se possível e com a maior brevidade, adquirir, não importa se por força do ID ou dos DESEJOS.
Consciência Livre
Apresentamos essas definições tão somente para que o investigador de si possa atentar para o contexto a que se referem os respectivos termos e assim não se turvar em seu trabalho.
Consciência Livre

sexta-feira, 21 de março de 2014

PERSONIFICAÇÃO DO PSIQUISMO

Consciência Livre

A psique parte da premissa de que o indivíduo é um TODO. Quando ocorre uma dissociação dessa UNIDADE, há perturbações psicológicas que afetam o ser humano.

A psique seria assim, o conjunto dos processos psíquicos conscientes e inconscientes; para contemporâneos, a PERSONIFICAÇÃO DO PSIQUISMO, para escapar da relação mística, religiosa e espiritualista de alma e espírito.
Consciência Livre
Já o SELF referido acima, é o resultado dos processos que asseguram a UNIDADE e a TOTALIDADE do sujeito. É a definição da pessoa na sua particularidade, sua ESSÊNCIA. O SI ou o EU. A IDENTIDADE.

A MENTE seria nada mais que as funções cerebrais e a CONSCIÊNCIA conceitualmente seria meramente o ato psíquico mediante o qual a pessoa enxerga sua presença no mundo e a interpreta.
Consciência Livre

terça-feira, 18 de março de 2014

TERMINOLOGIAS PSICOANALÍTICAS

Consciência Livre

Assim sendo, temos agora que identificar o que é SUPEREGO e ID.

SUPEREGO é compreendido como as regras respeitadas, a moral, é o CENSOR da pessoa.

O ID seriam os desejos, os impulsos que culminam em PRAZER (não importa o gênero).

O EGO, na Psicanálise, mantém o equilíbrio mental da psique.

O EGO não existe sem o ID, ele extrai sua força do ID; o ID existe para ajudar o EGO a satisfazer-se. O EGO seria o cavaleiro e o ID o cavalo.

Temos ainda a psique (que é diferente da psiquÊ).
Consciência Livre

Psique (com sílaba tônica no I) seria o sopro, o alento, a alma, a vida vista pela Psicologia.

A Psique (com tonicidade na letra E) é a personagem da mitologia grega, a mortal bela por quem Eros (Cupido) se apaixona; ainda a personificação da alma.

Dito isso, temos então a estrutura da psique na Psicanálise, em três elementos:

CONSCIENTE: o qual mantém contato com o mundo interior e o exterior da pessoa.

INCONSCIENTE PESSOAL: são as percepções subliminares que irrompem na forma de sonhos, lembranças, fantasias, devaneios.

INCONSCIENTE COLETIVO: que é a camada mais profunda do inconsciente e a base da psique; é constituído pelos arquétipos, o SELF.
Consciência Livre

quarta-feira, 12 de março de 2014

DIFERENÇAS ENTRE OS TERMOS DA PSICANÁLISE E DO MISTICISMO

Os fracos nunca serão bons psicólogos de si mesmos.
Renarde Freire Nobre



Umas das questões que mais confundem os neófitos no início de seus estudos é o antagonismo brutal que há nas terminologias e que acabam sufocando o entendimento simples de uma leitura ou de uma palestra que precisa ser estudada.
Consciência Livre
Assim como na contabilidade bancária (onde o débito é o que sai e o crédito é o valor que entra) e na contabilidade financeira (o que entra se debita e o que sai se credita), ambientes dotados de termos antagônicos que fazem um leigo surtar ao mexer com suas rendas, encontramos na Psicanálise e no Misticismo termos similares, mas que resultam de significados incompatíveis.
Consciência Livre
O mais contundente é o caso do EGO, que para um é uma coisa “boa”, e para o outro, uma coisa “ruim”.

E aqui aproveitamos o gancho para darmos um exemplo do que queremos dizer com Conceito.

Vejamos, o EGO para um acadêmico erudito é algo que diz respeito ao consciente, portanto, algo benéfico; já para o místico ou o metafísico o EGO é considerado um defeito psicológico que precisa ser erradicado.
Consciência Livre
Então, na Psicanálise, o EGO seria o mediador do mundo exterior, os ideais do SUPEREGO e os instintos do ID, em outras palavras, a RAZÃO.

Um Toque de Sabedoria

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