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terça-feira, 1 de março de 2016

O DEMÔNIO E A ALEGRIA

Salvem, gente bacana!

Junto à obra do psicanalista Carl Gustav Jung, acha-se um material muito rico em ambiente para raciocínios profundos típicos da área da psicologia, da revolução humana, qual seja: O Livro Vermelho.

No bojo desse livro, destaca-se um trecho em que Jung experienciou um diálogo com seu demônio interior, e o resultado desse diálogo ele deixa escrito e o transcrevemos aqui para um pensamento individual chegar à todos... Liberdade Consciencial!

Com vocês:

“[...] O demônio está convencido de que a dança não é ardor nem loucura, mas expressão de algo que não pertence nem a um, nem à outra, e sim à alegria. Nisso concordo com o demônio. Por isso ele se humaniza diante de meus olhos. Mas eu fico verde como árvore na primavera. 
Consciência Livre
Mas que a alegria seja o demônio, ou o demônio seja a alegria, isto deve dar-te o que pensar. Eu pensei sobre isso uma semana inteira, mas temo que não foi o suficiente. Tu negas que tua alegria seja o demônio. Mas parece que na alegria há sempre algo de demoníaco. Se tua alegria não é nenhum demônio para ti, tampouco o é para teu próximo, pois a alegria é o maior desabrochar e reverdejar da vida. Isto te arrasta para a descida, e tu precisas tatear nova pista, pois a luz se apagou totalmente para ti no fogo da alegria. Ou tua alegria arrasta teu próximo e o atira para fora dos trilhos, pois a vida é como um grande fogo que incendeia tudo o que é combustível. Mas o fogo é o elemento do demônio.
Consciência Livre
Quando vi que o demônio era a alegria, teria preferido fazer um pacto com ele. Mas com a alegria não podes fazer pacto nenhum, pois ela some rapidamente de novo. É por isso também que não podes capturar teu demônio. Faz parte de sua natureza não ser capturável. Se ele se deixar prender, é bobo, e tu não terás nenhum ganho em possuir mais um demônio bobo. O demônio procura sempre serrar o galho em que estás sentado. Isto é útil e previne contra o adormecer e os vícios e ale ligados.
Consciência Livre
O demônio é um mau elemento. E a alegria? Que a alegria também traz em si o mal, tu o vês quando andas atrás dela, pois então chegas ao prazer, e do prazer diretamente ao inferno, ao teu inferno, especificamente teu, um inferno que é diferente para cada um. (Toda pessoa atenta conhece seu inferno, mas não seu demônio. Não existem só demônios alegres, mas também tristes.).”
Carl Gustav Jung
Consciência Livre



sábado, 9 de janeiro de 2016

O LIVRO VERMELHO - CARL GUSTAV JUNG

Salve, gente bacana.
Estivemos pesquisando material do grande psicanalista Carl Gustav Jung e nos deparamos com sua obra Liber Novus (Livro Novo), também conhecido por sua capa vermelha, como Livro Vermelho.

Como Jung aborda muito as temáticas da individuação (autorrealização) e o uso da "imaginação ativa" (imaginação criadora) nesta obra, achamos válido divulgá-la, eis que ele realmente "viaja" pelo seu mundo interior encontrando seres que travam por anos a fio diálogos com o psiquiatra.

Todavia, não se trata de um trabalho que o leigo, digamos, cru, possa entender em sua profundidade, assim sendo, trouxemos para nosso Blog este artigo ilustrado do site "A Caminho de Casa", produzido por Christiano, que resume magistralmente a obra e trás ao leitor o estímulo necessário para lê-la, ou melhor, estudá-la.

Creditamos nossos sinceros agradecimentos.

O Livro Vermelho de Carl Gustav Jung




Foi editado em meados de 2011 um livro inédito de Carl Gustav Jung (1875-1961), chamado ‘O Livro Vermelho’ que tem como verdadeiro título 'Liber Novus' (Livro Novo) escrito entre 1914 e 1930 que consiste em uma viagem exploratória pelo inconsciente e nunca havia sido divulgado ao público fora do círculo de amigos de Jung.

O livro no formato ofício com uma capa de couro vermelha, conta com um caderno iconográfico com imagens e várias ilustrações que lembram os manuscritos com iluminuras medievais assim como pinturas feitas pelo próprio Jung.

Depois da morte de Jung, em 1961, o volume permaneceu em mãos de seus familiares, que se negaram a autorizar sua publicação e, inclusive, permitir o acesso a estudiosos, antes de finalmente concordar com sua divulgação.

O livro é produto de um método introspectivo desenvolvido por Jung e conhecido como "imaginação ativa".

Em suas páginas, o autor reproduz o resultado dessa exploração interior mediante palavras e ilustrações.
Muitos dos desenhos pintados por Jung são figuras mitológicas e mandalas, ou seja, diagramas simbólicos circulares utilizados pelo hinduismo e budismo.
Jung buscou traduzir seus sonhos e fantasias em símbolos e formas gráficas contemporâneas, incluindo os diagramas circulares tibetanos.
A partir da experiência do "Livro Vermelho", que, depois da morte de Jung passou boa parte fechado num cofre forte de um banco suíço, o psicólogo desenvolveu sua teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo.

O Livro Vermelho foi uma tentativa de elaborar as experiências de imaginação ativa de Jung.
O que ele fez de forma cuidadosa e atenta, produzindo imagens belíssimas, e as narrativas (em algumas partes) em caligrafia gótica, ao longo de 16 anos.

As experiências da imaginação ativa devem fazer sentido para quem as vive.

O Livro Vermelho mostra, sobretudo, a seriedade com qual Jung lidava consigo mesmo.
O trabalho que teve com o próprio inconsciente – e o cuidado de elaborar suas experiências no livro vermelho, mostra sua coerência.

O Livro Vermelho é uma testemunha do que Jung suportou, e nos ajuda a compreender porque ele é tão respeitado.

É difícil definí-lo em poucas palavras.
Segundo Jung, este havia sido: “a minha mais difícil experiência”.
O mergulho dentro de si. 



Os anos onde eu capturei as imagens interiores foi o mais importante período da minha vida.
Todo o restante [da minha obra] derivou daquilo.
Começou naquele período, e os detalhes posteriores são quase sem importância.
Minha vida inteira consistiu em elaborar o que irrompeu do inconsciente e inundou-me como um fluxo enigmático que ameaçou me quebrar. 
Aquilo foi o tema [para minha obra] e material para mais de uma vida.
Todo o restante foi apenas a classificação objetiva, a elaboração científica e a integração na vida. Mas o início numinoso, que continha tudo, foi naquele então. 

Estas foram as palavras de Jung a respeito de Liber Novus.

De 1914 a 1930, o psicanalista ouviu vozes e dialogou com elas na casa familiar de Sehestrasse, a rua do Lago na suíça Küssnacht.
Artista plástico de talento, anotou em óleos as suas muitas inacreditáveis visões, todas as que ele jamais procurara afastar, em um processo que designou “imaginação ativa”.

Seres míticos, serpentes, mandalas e nuvens vermelhas, em representações soberbas, sobrepunham-se à cidade tranqüila. 
As páginas lembravam as de um códice medieval, e Jung misturava as línguas com que designava suas iluminações.
O latim, o grego e o alemão vinham mesclados em uma escrita góticaque percorria as páginas como se um monge copista as tivesse produzido.
Não é, nem de longe, um livro comum: trata-se de uma obra de arte. 

Jung não apenas escreveu sobre como também nos legou um registro pictórico do "confronto", com belíssimas e perturbadoras ilustrações onde motivos nórdicos, hindus e de diversas outras culturas misturam-se em uma atmosfera alucinante. 
Cada página é um convite para a investigação lenta e deliciosa dos detalhes da obra.

O inconsciente coletivo, os arquétipos, o processo de individuação e outros conceitos junguianos estão esboçados nas impressionantes páginas deste livro que, mesmo sem nunca ter sido publicado, já pode ser considerado um dos mais influentes do século XX.

Todas as grandes obras da tradição ocidental compõem o universo cultural de Jung e o influenciaram de certa forma.
É possível perceber grandes influências na composição de O Livro vermelho: Zaratustra, de Nietzsche, A divina comédia, de Dante, Fausto, de Goethe.Mas o Líber novus é novo e originalíssimo tanto na forma e apresentação quanto no conteúdo.

Enquanto Nietzsche apregoou a morte de Deus, uma nova ética, a “transformação de todos os valores”, O Livro Vermelho traz a novidade do renascimento da divindade interior, da experiência pessoal pela transcendência das instituições.

Enquanto Dante realiza uma viagem interior de aprofundamento, personificando em Virgílio um guia para o mundo dos mortos, Jung tem múltiplos guias, sendo o mago Filemon – aquele que centraliza o conhecimento intuitivo – o maior de todos.

Poderíamos dizer que o livro é um constante oscilar entre os dois tipos de pensamento: o onírico e o mitológico (do inconsciente) e o racional (típico da consciência). 
A experiência intuitiva criativa aparece em forma de personagens e histórias.
Esses processos intuitivos são, em um segundo momento, elaborados pela mente racional consciente em busca de um sentido simbólico que sintetize ambas as formas de pensar.



Tomemos, por exemplo, entre as inúmeras cenas do livro o encontro de Jung com o herói mitológico Izdubar. 
O psiquiatra suíço caminha em uma de suas fantasias em direção ao Oriente, por um longo trajeto que parece não ter fim.
A paisagem tem horizontes que se perdem na distância.
Subitamente, aparece ao longe um vulto enorme, de proporções gigantescas.
Jung sente um profundo temor e respeito pela figura primitiva, semelhante a um herói antigo, com vestes típicas das sociedades tribais.
Indagado sobre quem é, o herói diz ser Izdubar, o poderoso, e que se dirige ao Ocidente para conhecer os países da terra longínqua e seus habitantes.
Jung diz que vem do Ocidente, fala das pessoas, suas cidades e sua capacidade de se deslocar em máquinas voadoras para terras distantes.
A partir daí se desdobra um diálogo entre Izdubar, um ser cheio de crenças, temente ao poder do mito e da magia, e Jung, possuidor do pensamento racional e científico. 
Izdubar é tomado pelo medo do poder da razão, torna-se extremamente fraco e teme morrer, aniquilado pela racionalidade do ser de estatura diminuta.
Já Jung teme pela morte iminente de Izdubar.
O que se passa a seguir é comovente: para salvar o interlocutor, o psiquiatra entoa encantamentos védicos da antiga Índia, palavras mágicas de restituição de vigor. 

O herói da mitologia se torna então diminuto e, surpreendentemente, é guardado por Jung em um ovo. 
Depois de certo tempo é restaurado ao seu tamanho natural, a salvo e revigorado. 

Temos aqui não a morte de Deus anunciada por Nietzsche,mas a assimilação dos deuses antigos e seu renascersob nova forma simbólica de experiência psicológica subjetiva.

A quase morte do deus e sua restauração em forma simbólica, um processo de integração do pensamento mitológico do inconsciente pela razão onisciente, é de uma sutileza tão grande e uma profundidade tão difícil de expressar que Jung julga as palavras insuficientes para transmitir o que ocorre. 

Por isso, recorre nessa parte do livro ao recurso da linguagem não verbal de poderosas pinturas coloridas, imagens de grande densidade de significado: mandalas, cores e os mais diversos símbolos.
Um Jung surpreendente – o artista plástico – revela-se aqui em pinturas de grande beleza estética e densidade de significado.

Esse modelo de comunicação, o uso de metáforas poderosas aliadas a ilustrações igualmente significativas, é absolutamente pessoal e revolucionário e que a psicoterapia também é “uma cura pela não fala”, pelas técnicas expressivas diversas, não verbais.

Outro aspecto do maior interesse é o nome do deus: Izdubar.
Trata-se do antigo nome, depois corrigido, do herói sumeriano Gilgamesh, personagem do antiquíssimo mito Gilgamesh, rei de Uruk

Jung teve conhecimento, e não há dúvida disso, de que o nome histórico Izdubar havia sido corrigido para Gilgamesh em textos anteriores ao O Livro vermelho.
Por que manteve a palavra Izdubar? 
Porque foi sob esse nome que a entidade mitológica se revelou a ele – e isso demonstra que as diversas figuras históricas, bíblicas e mitológicas que povoam sua obra não são os personagens que conhecemos dos livros clássicos e da Bíblia, mas experiências internas de Jung personificadas.

Ainda é cedo para tentar prever todo o efeito que O Livro Vermelho terá sobre a avaliação e o conhecimento das ideias do criador da psicologia analítica.
Mas conhecendo-o agora, um século depois de ter sido iniciado, deve-se lamentar ele não ter sido antes revelado aos estudiosos junguianos e ao público em geral.

O Livro Vermelho detalha a experiência única de entrar em relação com o que Jung chamou de Self, e em épocas anteriores foi referido como Deus, mas é ao mesmo tempo muito impessoal, e realmente universal. 

O livro é a resposta de Jung para Assim Falou Zaratustra e de proposição de Nietzsche, que para o homem moderno, Deus está morto. 

A resposta é que Deus não está nem morto nem para ser encontrado em recipientes religiosos, nacionais ou políticos,mas é para ser descoberto.

O Livro Vermelho desencadeia Jung, o Poeta, o Pintor Jung, Jung o Profeta, e Jung, o Explorer xamânico e Revelador das profundezas.
O Livro Vermelho demonstra a personalidade extraordinariamente grande que Jung foi, e sua importância cultural para o nosso tempo.

O Livro Vermelho demonstra, magníficamente, as palavras poéticas, de cortar a respiração, imagens inesquecíveis, nada menos do que o processo de auto-transformação, de individuação.

Como diz Jung, "o significado supremo é o caminho, o caminho, a ponte para o que está para vir."

Para apreender as fantasias, conta Jung em suas memórias, ele partia muitas vezes da representação de uma descida até as profundezas cósmicas. 
Em uma dessas ocasiões, ao pé de um alto muro rochoso, viu duas figuras: a de um homem de barba branca e a de uma bela jovem.
Abordou-os como se fossem reais e escutou o que lhe diziam.
O idoso lhe contou ser Elias, o profeta.
A moça, Salomé, era cega.
Elias assegurou-lhe que ele e Salomé estavam ligados por toda a eternidade.
Vivia com eles uma serpente negra que se inclinava na direção de Jung.
De Elias, nasceu uma das figuras centrais deste Livro Vermelho, Filemon, como Jung o denominou.




Sua imagem aparecera primeiro em um sonho.
Era um velho alado com chifres de touro.
Trazia um feixe de quatro chaves, uma das quais estava em sua mão como se fosse abrir uma porta. As asas se assemelhavam às do pássaro martim-pescador.
Dois dias depois de pintar essa representação, Jung viu um martim-pescador morto em seu jardim, à beira do lago.

Em Filemon, o psicanalista detectou um conhecimento das coisas que se fazem por si mesmas, com vida própria, já que aquele ser não representava o eu. 

A partir desta descoberta, Jung aventurou-se na visão do inconsciente de todos, contra o inconsciente de um, aquele de Freud.

O Livro Vermelho, sabe-se agora, é um livro de revoluções.



Edição disponivel em Português na Livraria Vozes .

404 páginas / acabamento com capa dura obviamente vermelha e sobrecapa.
Lombada de 10,5 cm / peso: 4.200 gramas.

Morada: Av. 5 de Outubro, nº 23 r/c
1050-047 Lisboa
Telefone(s): 213 551 127 - 21 355 11 27 E-Mail: geral@livrariavozes.com http://www.livrariavozes.com


domingo, 8 de março de 2015

O PLANEJAMENTO MONÁDICO

O ato de esquecer [...] é um processo normal, em que certos pensamentos conscientes perdem a sua energia específica devido a um desvio de nossa atenção.
Carl Gustav Jung
 Consciência Livre
Muitas pessoas espiritualizadas ou místicas possuem conhecimento do que é a Mônada.
Não estamos abordando aqui a “mônade” ou cada uma das unidades substanciais, que não são pontos físicos como os átomos de Epicuro[1], ou ainda pontos verdadeiramente abstratos, os quais, agregando-se uns aos outros pela lei da continuidade, formam, segundo Leibnitz[2], todos os seres.  Menos ainda o gênero de zoófitos microscópicos da classe dos infusórios, que existem em todas as infusões e nas águas paludosas e infectas.
Consciência Livre
Mas concebemos Mônada como algo indissolúvel, ou mais, indestrutível, uma presença magnânima do próprio “Eu sou”, o Ser Supremo o Uno, o Absoluto, o Perfeito, a Profundidade e o Raso, o Antes do Início, o próprio Início, também conhecido por muitos como o Pai Inefável, a Inteligência Superior, a Força Central Maior, o Universo... Tudo isso para tentar justificar a atuação de algo maior que a mente humana pode conceber para a criação cósmica e suas mínimas e máximas constituições, e, funções. Eis aqui nosso assunto acumulado pela tentativa de responder a questão acima suscitada no final do tópico anterior.
Consciência Livre





[1] Filósofo grego do período helenístico. O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade, estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma.

[2] Filósofo, cientista, matemático, diplomata e bibliotecário alemão. A ele é atribuída a criação do termo "função" que usou para descrever uma quantidade relacionada a uma curva. É creditado a Leibniz e a Newton o desenvolvimento do cálculo moderno, em particular o desenvolvimento da integral e da regra do produto.

terça-feira, 1 de abril de 2014

MUDAR, QUERER MUDAR...

Consciência Livre

Quando uma pessoa busca algo ou está em crise, conselhos dificilmente resolvem... Apenas uma atitude parece dar resultado: uma mudança de paradigma, de dissolução de conceitos, voltar-se para as “trevas” que se aproximam inexoravelmente sem receio, com simplicidade e bom-humor e assim descobrir voluntariamente seu objetivo secreto que pode aparecer nos sonhos, nos símbolos, mas no começo podem aparecer em dores e sofrimentos e nas amarguras.
Consciência Livre

Assim a Psicanálise enxerga o processo da INDIVIDUAÇÃO, ou seja, a harmonização do consciente com o nosso próprio centro interior, o núcleo psíquico ou o self (ESSÊNCIA). A iluminação vista pelos místicos. O REPSICON® precisa estar atento a todos esses fatores.
Consciência Livre
Jung dizia que se a maioria das pessoas é por demais indolente para refletir sobre os aspectos morais do seu comportamento consciente, não há de ser a influência exercida pelo inconsciente que vai perturbá-las. E acrescenta, que acompanhar os passos de um grande líder espiritual não significa que se deva copiar exatamente o seu processo de individuação e sim que se tente, com a mesma sinceridade e devoção desses mestres, viver a própria vida.
Consciência Livre

sexta-feira, 21 de março de 2014

PERSONIFICAÇÃO DO PSIQUISMO

Consciência Livre

A psique parte da premissa de que o indivíduo é um TODO. Quando ocorre uma dissociação dessa UNIDADE, há perturbações psicológicas que afetam o ser humano.

A psique seria assim, o conjunto dos processos psíquicos conscientes e inconscientes; para contemporâneos, a PERSONIFICAÇÃO DO PSIQUISMO, para escapar da relação mística, religiosa e espiritualista de alma e espírito.
Consciência Livre
Já o SELF referido acima, é o resultado dos processos que asseguram a UNIDADE e a TOTALIDADE do sujeito. É a definição da pessoa na sua particularidade, sua ESSÊNCIA. O SI ou o EU. A IDENTIDADE.

A MENTE seria nada mais que as funções cerebrais e a CONSCIÊNCIA conceitualmente seria meramente o ato psíquico mediante o qual a pessoa enxerga sua presença no mundo e a interpreta.
Consciência Livre

terça-feira, 18 de março de 2014

TERMINOLOGIAS PSICOANALÍTICAS

Consciência Livre

Assim sendo, temos agora que identificar o que é SUPEREGO e ID.

SUPEREGO é compreendido como as regras respeitadas, a moral, é o CENSOR da pessoa.

O ID seriam os desejos, os impulsos que culminam em PRAZER (não importa o gênero).

O EGO, na Psicanálise, mantém o equilíbrio mental da psique.

O EGO não existe sem o ID, ele extrai sua força do ID; o ID existe para ajudar o EGO a satisfazer-se. O EGO seria o cavaleiro e o ID o cavalo.

Temos ainda a psique (que é diferente da psiquÊ).
Consciência Livre

Psique (com sílaba tônica no I) seria o sopro, o alento, a alma, a vida vista pela Psicologia.

A Psique (com tonicidade na letra E) é a personagem da mitologia grega, a mortal bela por quem Eros (Cupido) se apaixona; ainda a personificação da alma.

Dito isso, temos então a estrutura da psique na Psicanálise, em três elementos:

CONSCIENTE: o qual mantém contato com o mundo interior e o exterior da pessoa.

INCONSCIENTE PESSOAL: são as percepções subliminares que irrompem na forma de sonhos, lembranças, fantasias, devaneios.

INCONSCIENTE COLETIVO: que é a camada mais profunda do inconsciente e a base da psique; é constituído pelos arquétipos, o SELF.
Consciência Livre

quarta-feira, 12 de março de 2014

DIFERENÇAS ENTRE OS TERMOS DA PSICANÁLISE E DO MISTICISMO

Os fracos nunca serão bons psicólogos de si mesmos.
Renarde Freire Nobre



Umas das questões que mais confundem os neófitos no início de seus estudos é o antagonismo brutal que há nas terminologias e que acabam sufocando o entendimento simples de uma leitura ou de uma palestra que precisa ser estudada.
Consciência Livre
Assim como na contabilidade bancária (onde o débito é o que sai e o crédito é o valor que entra) e na contabilidade financeira (o que entra se debita e o que sai se credita), ambientes dotados de termos antagônicos que fazem um leigo surtar ao mexer com suas rendas, encontramos na Psicanálise e no Misticismo termos similares, mas que resultam de significados incompatíveis.
Consciência Livre
O mais contundente é o caso do EGO, que para um é uma coisa “boa”, e para o outro, uma coisa “ruim”.

E aqui aproveitamos o gancho para darmos um exemplo do que queremos dizer com Conceito.

Vejamos, o EGO para um acadêmico erudito é algo que diz respeito ao consciente, portanto, algo benéfico; já para o místico ou o metafísico o EGO é considerado um defeito psicológico que precisa ser erradicado.
Consciência Livre
Então, na Psicanálise, o EGO seria o mediador do mundo exterior, os ideais do SUPEREGO e os instintos do ID, em outras palavras, a RAZÃO.

Um Toque de Sabedoria

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