A grande pergunta que circula nos meios filosóficos e espiritualistas já foi feita inclusive pelo decodificador do espiritismo: Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado?
A resposta que as manifestações espirituais apresentaram é a de que: “O homem nem pode nem deve saber tudo; Deus assim o quer na sua sabedoria. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz. Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo”.
Não contente com esse tipo de resposta, indagou-se ainda mais contundentemente: Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas dos quais não se recorda? Como pode aproveitar-se da experiência adquirida em existências que caíram no esquecimento? Seria concebível que as tribulações da vida fossem para ele uma lição, se pudesse lembrar-se daquilo que as atraiu, mas desde que não se recorda, cada existência é para ele como se fosse a primeira, e é assim que ele está sempre a recomeçar. Como conciliar isto com a justiça de Deus?
A resposta que se segue é longa também, e busca explicar que a cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal. Que sua lembrança gradativa é por força de mérito e suas faltas serão percebidas por uma espécie de intuição. Essa mesma intuição é o pensamento, a voz da consciência que fala e essa voz é a recordação do passado, voz que nos adverte para não cair nas faltas anteriormente cometidas.
